Museu Picasso reabre as portas em Paris


4 de Outubro, 2014

Fotografia: Divulgação

O Museu Picasso em Paris abre as suas portas ao público dia 25, com uma das maiores colecções de arte mundiais deste influente artista do século XX, que revolucionou toda uma época.

Depois de estar parado durante cinco anos, devido a repetidos atrasos, brigas e polémicas que marcaram a reforma da instituição, a direcção do museu decidiu abrir o local no dia de mais um aniversário do artista, que nasceu em 1881, em Málaga, Espanha, mas passou parte da vida adulta em França, onde morreu em 1973.
Para a cerimónia de abertura vai estar disponível uma colecção com mais de cinco mil pinturas, esculturas e gravuras, assim como arquivos pessoais de Picasso.
Anne Baldassari, presidente do museu há nove anos, foi demitida do cargo em Maio, depois de um desentendimento público com os funcionários e a ex-ministra da Cultura da França, Aurélie Filippetti, que deixou o governo em Agosto.
A guerra de palavras, que envolveu o filho de Picasso, Claude, de 66 anos, que tinha apoiado Anne Baldassari e disse ao “Le Figaro” em Maio que a França estava a “fazer uma paródia do seu pai”.
A reforma do museu, que custou 66 mil dólares, permitiu triplicar o tamanho do espaço de exposição, que passou a ter cinco andares, tornando-o mais acessível a um milhão de visitantes por ano, dispostos a ver a colecção. Em substituição de Anne Baldassari, assumiu em Junho a direcção do museu Laurent Le Bon. Enquanto o mundo da arte aguarda a festa de reabertura, o pátio de paralelepípedos do museu é aberto no dia 4 de Outubro para a Nuit Blanche, uma iniciativa realizada todo os anos em Paris, com um espectáculo de luzes.
Conhecido por ser o co-fundador do cubismo, com Georges Braque, o inventor da escultura construída, co-inventor da colagem e de outras variedades de estilos que ajudou a desenvolver e explorar, Pablo Picasso é um das referências obrigatórias da contemporaneidade. Entre suas as obras mais famosas estão os quadros cubistas “Les Demoiselles d’Avignon” (1907) e “Guernica” (1937), uma pintura feita a partir do bombardeamento alemão a Guernica, durante a Guerra Civil Espanhola.
Pablo Picasso, Henri Matisse e Marcel Duchamp são considerados os três artistas que mais realizaram desenvolvimentos revolucionários nas artes plásticas nas décadas iniciais do século XX, responsável por importantes avanços na pintura, escultura, gravura e na cerâmica.

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