Museu suíço divulga lista com arte roubada por nazis


3 de Dezembro, 2014

O Museu de Arte de Berna, Suíça, divulgou ontem uma lista com todas as obras de arte roubadas pelos nazis a judeus que foram encontradas em posse de Cornelius Gurlitt, antigo proprietário de uma colecção secreta.

O museu, nomeado único herdeiro da colecção por Cornelius Gurlitt, aceitou-a na semana passada, com relutância, mas avisou que adoptava uma política mais rígida de transparência para refrear qualquer crítica sobre a decisão.
“Prometemos transparência e agimos de acordo com isso”, disse num comunicado o director do museu, Matthias Frehner.
A colecção com mais de 1.200 obras de Cornelius Gurlitt esteve escondida durante décadas até ser descoberta em 2012 num apartamento de Munique acidentalmente. Uma equipa especial de técnicos da Alemanha identificou três peças que foram inquestionavelmente saqueadas pelos nazis e devem ser devolvidas aos herdeiros.
O museu de Berna já informou que não entrega obras com base em opiniões daquela equipa e por isso divulgou a lista completa, na esperança de descobrir os seus legítimos donos.
A Suíça empenhou-se nos últimos anos em livrar-se da fama de “santuário de bens obtidos ilegalmente” e o museu espera evitar os riscos legais associados ao aceitar obras de arte questionadas.
A compilação de 196 páginas no site do museu cataloga todas as obras encontradas no apartamento de Gurlitt, em Munique, e na sua casa de Salzburgo. Entre as peças notáveis estão a “Mulher Sentada”, de atisse. A “arca do tesouro” de obras-primas modernistas e renascentistas foi reunida pelo pai, Hildebrand Gurlitt, um negociante encarregado de vender o que Adolf Hitler considerava “arte degenerada”.
O museu anunciou que a lista é um “trabalho em andamento” à qual são acrescentados mais pormenores durante as investigações.

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