Museus registam crescimento nas taxas de visitas

Bernardo Capita | Cabinda
18 de Maio, 2016

Fotografia: António Soares | Cabinda

As tradições e princípios que ao longo dos anos ajudaram a construir a história do país precisa ser mais divulgado entre os jovens, através da criação de novas políticas para levar o público aos museus, defendeu, ontem, o director do Museu Regional de Cabinda.

Para Francisco Ângo, o acervo museológico que está exposto na maioria dos museus nacionais precisa de maior divulgação, de forma que os hábitos e usos de cada província possam ser preservado e transmitido às próximas gerações.
O Dia Mundial dos Museus, que hoje se assinala, reforçou, serve para a reflexão sobre o que pode ser feito para criar maior aproximação entre os museus e o público. “As peças expostas devem ter uma função representativa e devem transmitir uma mensagem pedagógica”, destacou.
O Museu Regional de Cabinda, defendeu, tem expostas 500 peças, que mostram algumas das ferramentas muito usadas pelos habitantes daquela província no passado, como instrumentos de caça, as estatuetas de poder político, os Mintadis, esculturas em pedra que representam as regiões do norte de Angola (Cabinda, Uíge e Zaire). Além das peças está igualmente patente uma exposição sobre a floresta do maiombe.
Francisco Ângo adiantou que o museu tem realizado, desde 2010, várias acções de pesquisa, a nível dos quatro municípios da província (Cabinda, Cacongo, Buco Zau e Belize), para identificar mais peças de interesse museológico em posse da comunidade que, “por ignorância, ainda as consideram como sendo um património familiar, ao invés de as depositarem no museu, o local ideal para a sua conservação”.
Estas acções de pesquisa, realizadas nos municípios, aclarou, já permitiram identificar objectos, com pendor museológico, utilizados pela população no dia-a-dia. “O sucesso depende do empenho dos funcionários e também da própria população”, disse Francisco Ângo.
Actualmente, acrescentou, o Museu de Cabinda recebe visitas regulares de estudantes de várias universidades e institutos médios da província, com destaque para os do curso de História. De Setembro de 2014 até hoje, o museu foi visitado por 8.014 pessoas.
“Antes as pessoas tinham um outro conceito sobre a essência do museu e o viam como um local que apenas albergava peças de feitiço. Mas hoje o vêm como um testemunho do passado e repositório da História do país.”
O Museu de Cabinda tem a função de incentivar a investigação científica, identificar e registar o acervo museológico, assim como divulgar a importância das peças.

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