“A nossa interpretação esteve próxima das versões originais”


10 de Abril, 2017

Fotografia: Cláudio Tambue | Trienal de Luanda

No fim do concerto, Teddy Nsingui, fez lembrar o seguinte: “As músicas que interpretámos têm mais de quarenta anos, e, por esta razão, é normal que alguns factos relatados nas canções estejam ultrapassados e descontextualizados.

Foi nossa intenção interpretá-las tal como elas foram escritas na época, respeitámos o conteúdo dos textos originais.Queremos informar que o simbolismo deste concerto teve como principal objectivo homenagear a figura de Matadidi Mário Bwana Kitoko, a Orquestra Inter-Palanca e o saudoso cantor e compositor, Diana Simão Nsimba, grande figura deste período que recordámos aqui com a canção, “Valódia”, um dos seus grandes sucessos, interpretado pela cantora Betty Faria. Estamos muito satisfeitos porque a nossa interpretação, na sua generalidade, esteve próxima das versões originais”. Teddy Simão Nsingui, virtuoso guitarrista dos mais solicitados no escasso mercado de instrumentistas angolanos, nasceu no dia 26 de Abril de 1954 na província de Maquela do Zombo.
Teddy Nsingui vem de uma família sem nenhuma ligação com a música. A tia, irmã do pai, de nome Kama Katita, destruía, de forma resoluta e intencional, as guitarras que o futuro músico levava, carinhosamente, para casa. Teddy Nsingui recebeu, aos 12 anos, os primeiros ensinamentos de guitarra de um amigo, Dali Kimoko, Ndala, dos quais diz ter tido uma “experiência frustrante”. Embora se tenha revelado como guitarrista de fino tacto musical, foi no canto que Teddy Nsingui inicia o contacto com a música.
Fanático apreciador de Tabuley Rochereau, Teddy Nsingui começou a cantar, com apenas nove anos, no coral da escola primária. Em 1972 ajudou a formar os “Les Bebés”, o seu primeiro grupo, uma formação que chegou a gravar dois singles pela editora Rono.
 Perseguindo a intenção irreversível de ser músico, aliado ao objectivo de refinar a sua musicalidade, Teddy aprendeu harmonia com Eric, um músico que, segundo as suas palavras, “foi o que me introduziu nos segredos da música, e abriu o meu mundo restrito, a nível do entendimento da plástica da sonoridade”.  No entanto, foi com o baixista Garcia Luzolo (Mog), integrante da referida Banda Sossoliso de Matadidi Mário, que Teddy Nsingui passou a ser reconhecido como músico.

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