A voz de Mukenga no palco da Trienal

Francisco Pedro |
7 de Maio, 2016

Fotografia: Francisco Bernardo

Filipe Mukenga realiza hoje, às 21h30, um concerto no palco do Palácio de Ferro, na baixa de Luanda, a convite da III Trienal de Luanda, no qual vai ser acompanhado por Dilson Petter (bateria), Mayo Bass (baixo), Dalú Rogée (percussão), Toty (solo), Nino Jazz (teclado) Tchilo Clemente e Nguxi (coros).

Cantor e compositor com larga experiência profissional, Filipe Mukenga é um dos músicos angolanos cuja carreira é bastante respeitada e reconhecida a nível internacional, nos países de língua portuguesa e nos de expressão francesa da Europa, em particular.
Com mais de 50 anos de trabalho, a sua obra revela influências estéticas das principais bandas e compositores da época moderna, quer de rock quer de jazz, o que lhe permitiu integrar os grupos que emergiram na década de 1960 e 1970, como Os Brucutus, os Indómitos, “The Five Kings”, “The Black Stars”, Os Rocks, os Electrónicos, os Jovens e Apollo XI.
O músico apresenta um repertório que engloba composições modernas e tradicionais. A canção “Nvula”, que significa chuva na língua nacional quimbundo, uma homenagem à sua mãe, interpreta com frequência nas suas actuações, além de “Humbiumbi”, “Mandume”, “Lemba”, “Kianda Ki Anda”, “Perfume da Kianda”, “Ixi Yeto Yatululuka”, entre outras.
É autor dos álbuns “O Canto da Segunda Sereia”, “Novo Som”, “Kianda Kianda”, “Mimbu Iami”, “Nós Somos Nós” e “O Meu Lado Gumbe”.
Antes do concerto, com entradas livres, o pianista João de Oliveira volta a fazer uma actuação de 30 minutos. Também vai ser exibido hoje e amanhã, a partir das 18h00, um vídeo sobre a trajectória da Fundação Sindika Dokolo, cujo papel visa a promoção de diversos produtos culturais angolanos e africanos a nível do mundo, particularmente no domínio das artes plásticas.
A Fundação Sindika Dokolo possui uma das maiores colecções de arte contemporânea africana, e organiza, desde 2006, a Trienal de Luanda. O acervo da Fundação é composto por centenas de pinturas, gravuras, esculturas, fotografias, vídeos e instalações, de autoria de artistas plásticos africanos, europeus e americanos, com destaque para os artistas angolanos.
A internacionalização do seu acervo em museus e exposições internacionais tem sido uma das preocupações da Fundação Sindika Dokolo, tendo-se destacado em 2007, em Itália, por organizar o Pavilhão Africano de Arte Contemporânea da Bienal de Veneza.

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