Cultura

Álbum de Tito Paris sai em Junho

Amilda Tibéria |

“Me é bo” (Eu sou teu) é o título do próximo trabalho discográfico do músico cabo-verdiano Tito Paris que chega ao mercado discográfico internacional no mês de Junho, disse o músico  à imprensa angolana.

Artista lança nova obra no mês de Junho
Fotografia: Paulino Damião|Edições Novembro

Em declarações à imprensa no final da sua actuação na quinta edição do festival “Sons do Atlântico” realizado, na capital angolana, Tito Paris disse que o disco, que vai ter entre 12 e 15 temas, com as participações do brasileiro Zeca Baleiro e dos cabo-verdianos Boss Ac e Bana.
“O meu mais recente disco tem várias participações de grandes cantores, como Boss Ac, Zeca Baleiro e Bana, que gravou um ano antes de morrer. O lançamento do disco intitulado “Me é bo” (Eu sou teu)  está previsto para o final do mês de Junho,” disse Tito Paris.
Neste trabalho discográfico, o músico cabo-verdiano garante manter o seu estilo e recorrer as novas tecnologias no sentido de tornar o disco abrangente e ser consumido por várias gerações.
O músico cabo-verdiano, que participou pela primeira vez no Festival Sons do Atlântico e que espera ainda este ano voltar a actuar em Luanda para satisfazer as expectativas do fãs angolanos, disse que vai explorar no disco outras vertentes artísticas, tendo garantido, por outro lado, a apresentação do novo trabalho discográfico em Angola.
O músico, compositor e cantor cabo-verdiano, radicado em Lisboa, e um dos responsáveis pela divulgação da música das ilhas da Morabeza pelo mundo, além de uma figura de relevo da comunidade africana na capital portuguesa, afirmou falta ainda muito para os africanos estarem unidos, tendo sublinhado que: “precisamos de uma bandeira típica da União Europeia”.
Nascido no seio de uma família com muitos elementos dedicados de alguma forma à música, Tito Paris cedo começou às escondidas a deambular pelos bares da sua cidade natal em busca da música. Aprendeu os primeiros acordes de guitarra com a sua irmã. Foi tocando com os irmãos e com o primo Bau, que também se viria a tornar célebre. Recebeu a influência de músicos como o clarinetista Luís Morais e o pianista Chico Serra. Aos dezanove anos, foi viver para Lisboa, a pedido de Bana, outro nome sonante da música de Cabo Verde, que queria tê-lo a tocar no seu agrupamento musical Voz de Cabo Verde. Lançou e produziu o seu primeiro álbum em 1987, um trabalho instrumental que dá relevo ao seu virtuosismo como guitarrista. Mais tarde, formou um grupo próprio, com o qual gravou o álbum “Dança Ma Mi criola”. Em 1996, lançou o álbum “Graça de Tchega”. Posteriormente lançou dois trabalhos ao vivo e, em 2002, um novo trabalho de estúdio denominado Guilhermina. Os seus trabalhos encontram-se à venda pelo mundo fora, desde Nova Iorque até Paris, divulgando a música de Cabo Verde e o seu talento como instrumentista e como cantor.
Em 8 de Abril deste ano, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Mérito pelo Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

Tempo

Multimédia