Álbum dos U2 chega às lojas


16 de Outubro, 2014

Fotografia: AFP

“Songs of Innocence”, o aguardado álbum dos U2, chegou na terça-feira, finalmente em formato físico, às lojas de todo o mundo, um mês depois da Apple o ter distribuído em exclusividade o mais recente disco da banda irlandesa através do iTunes.

O grupo liderado por Bono Vox sempre teve um fraco pela pirotecnia e as surpresas, mas com este último trabalho foi vários passos além, especialmente pelo seu inesperado surgimento no palco da convenção anual da Apple no início de Setembro, quando foi anunciado que a marca ia distribuir o 13º CD da banda.
Ao todo, 500 milhões de utilizadores do iTunes em 119 países receberam imediatamente “Songs of Innocence” no aparelho, mas aí surgiram as críticas. Muitos viram isso como uma invasão da Apple pôr nas suas bibliotecas o álbum da banda sem aviso prévio. Para os U2, por seu lado, isso significou fechar cinco anos de seca criativa após a sua última referência, “No Line on the Horizon”, que teve uma recepção morna em 2009.
Durante esse tempo, não faltaram notícias e movimentos falsos sobre a banda. O lançamento do álbum foi atrasado em várias ocasiões e, embora tivessem publicado duas novas músicas, “Invisible” e “Ordinary Love”, nenhuma delas faz parte de “Songs of Innocence”.
A produção também foi motivo de especulação sobre o atraso. No entanto, a misteriosa demora, disse Bono à revista “Q”, não se deveu à falta de inspiração, mas justamente o contrário.  “Remember Us?” (Lembram-se de nós?) foi o simbólico título da carta que Bono dirigiu aos admiradores no dia 9 do mês passado, no site oficial do grupo, para apresentar a nova criação.
“Espero que depois de ouvir o nosso novo trabalho algumas vezes, entenda por que levou tanto tempo. De facto fomos lá... é um álbum muito, muito pessoal”, escreveu o cantor.
Os números da Apple garantem que 26 milhões de pessoas descarregaram “Songs of Innocence” e que 81 milhões escutaram, pelo menos, uma das novas canções do U2. Agora o álbum chega às lojasem vários formatos, com canções extra e material acústico, e em 2015 os irlandeses vão voltar aos palcos após a digressão “360 Tour”, que com mais de 100 apresentações entre 2009 e 2011 é considerada a mais rentável da história do rock.

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