Cultura

Anabela Aya vence o Grande Prémio da Canção

Manuel Albano |

Cantora de múltiplos recursos vocais, Anabela Aya foi consagrada, sexta-feira, a vencedora do Grande Prémio da Canção de Luanda, na 20.ª edição do concurso musical da Luanda Antena Comercial (LAC).

Cantora teve formação vocal na Igreja Metodista Independente Caridade
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

Anabela Aya concorreu com a canção "Teu nome é um", de autoria do compositor Jomo Fortunato. A gala decorreu no largo adjacente à LAC, tendo a cantora conquistado, também, os prémios de Melhor Voz.
A cantora recebeu, para o Grande Prémio da Canção de Luanda, um cheque no valor de um milhão de kwanzas, enquanto para o prémio de Melhor Voz teve direito a 200 mil kwanzas e um certificado de participação.
 A cantora, que também é actriz, tem-se revelado, nos últimos três anos, uma das vozes mais promissoras da nova geração de intérpretes do universo afro-jazz. Anabela Aya tem enveredado, de forma modesta mas pelos caminhos híbridos da renovação estética da música popular angolana. Oriunda de uma família religiosa, a cantora teve formação vocal na Igreja Metodista Independente Caridade, onde a mãe é professora. Foi aí onde criou as bases técnicas que depois permitiram a sua versatilidade e propensão para interpretar os géneros como bossa nova, soul, rythm e blues, reggae, semba e fado. Anabela Aya, que tem um single no mercado, lançado muito recentemente, disse, que a vitória é fruto de um trabalho árduo e muita dedicação, pelo facto do autor da obra ser uma pessoa “muito crítica” e a ter confiado para essa missão.
Continuar a melhorar as suas "performances" e trabalhar para colocar até Dezembro, no mercado discográfico o seu primeiro álbum são os seus grandes objectivos. “É uma satisfação e sensação muito boa.
Felicito os outros concorrentes que conseguiram dignificar o concurso”, enalteceu Anabela Aya.
A defender uma composição de Massoxi Max intitulada “Provérbio”, a melhor interpretação foi atribuída a jovem Trifena Regina Makimuanda de nome artístico “Trifena La Tangedora”. A melhor letra foi atribuída a canção “Resgate” dos irmãos Dany e Nito, interpretada por Isabel Chipaca.
Para a categoria de melhor produção, o prémio foi atribuído ao jovem Emanuel Pascoal, que interpretou o tema “Rotineiro Incansável” de Kizua Gourgel.
O prémio audição, da empresa Unitel, escolha dos ouvintes foi atribuído aos irmãos Damásio. Eles interpretaram “Silêncio que mata” de Matias Damásio.
O grande prémio está avaliado em um milhão de kwanzas, enquanto as cincos categorias estão avaliadas em 200 mil kwanzas. Participaram  na 20.ª edição do concurso musical da emissora Luanda Antena Comercial (LAC) o Sexteto em Sol Maior, que interpretou a canção “O semba chegou” de Alexandre Ribeiro.
O concorrente Mirol com a canção “Meu grande amor”, interpretado por Cedivalton Barbosa, enquanto, que o tema “Mussulo”, de Artur Neves foi interpretada por Nayela Simões.
O tema “Abraço da manhã”, uma composição de Carlos Lopes foi apresentado por Ana Gomes, enquanto, que a compositora Tonicha Miranda, viu o seu tema “Cantos” a ser interpretado por Zé Manico. 
No tema “Encontrei a minha paz” de Kueno Aionda, deu vida a interpretação a jovem Isla Samuel, enquanto, que na canção”Vida das coisas” de Toto SP, a interpretação foi de Manuel Faria e na canção “O número” de autoria de Kiaku Kiadaff, foi interpreta por Arminda Bango.
Apenas os temas vencedores das edições anteriores do Festival da Canção de Luanda concorrem este ano.
“Em Setembro há uma festa” foi o tema deste ano da rapsódia feita com as canções já vencedoras.
Principais momentos
A primeira surpresa da noite foi  a orquestra sinfónica Kapossoka subir ao palco para entoar o hino do festival. O segundo momento do espectáculo foi a entrada triunfal da cantora Selda, a convidada da noite, ela que também já participou numa das edições do Festival da Canção de Luanda.
Selda e os concorrentes foram acompanhados por uma banda composta pelo percussionista Dalu Roger, Mayó Bass na viola baixo, Dilson Piter na bateria, Mário Gomes no violão e guitarra, piano Nino Jazz, enquanto, que Tchilo Clemente, Madrilena e Raquel Lisboa foram os coristas. Selda, autora do disco “Morena de cá”, no seu jeito romântico e sensual interpretou temas que abordam as belezas naturais das coisas, hábitos, costumes, as brincadeiras de infâncias, locais e sítios, bem como, e a diversidade cultural angolana. A cantora que viaja nos estilos afro jazz, soul music e semba, interpretou ainda os temas “Aquela rua”, “Palavras doces”, “Essa voz”, “Cantar alegria” e “Mufete”, da autoria de André Mingas.

 

 

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