Artistas de hoje valor de sempre


15 de Novembro, 2015

Fotografia: Santos Pedro

O cantor Euclides da Lomba disse, ontem, em Luanda, que já existe um forte desenvolvimento da música angolana, sobretudo na composição de temas, nos 40 anos de Independência Nacional.

O artista de Cabinda disse estar satisfeito com a capacidade que a nova geração tem apresentado na composição dos seus temas, demonstrando uma evolução satisfatória.
Euclides da Lomba afirmou que os mais velhos deram um grande impulso na música e os mais novos estão a saber dar continuidade ao legado deixado, com muito rigor, tendo aconselhado os jovens a apostarem sempre na formação.
Na sua óptica, o futuro da música angolana passa pelo crescimento e expansão para outros mercados.
Por sua vez, Matias Damásio afirmou que os artistas da velha geração deram um forte contributo para a conquista da Independência Nacional, pela música, cabendo aos jovens a continuação deste legado no sentido da preservação da paz.
Matias Damásio referiu que foi um esforço enorme preconizado pelos mais velhos, no sentido de pôr fim ao jugo colonial português, tendo apelado aos jovens a preservarem este ambiente de paz, valorizando, deste modo, os esforços dos heróis nacionais.
O músico mostrou-se satisfeito, porquanto, passados 40 anos, a música angolana é a mais consumida pelo povo, sinal de que nos últimos anos se desenvolveu um forte trabalho por parte dos artistas. “Falta potencializar, cada vez mais, os empresários para a internacionalização da música”. Para Matias Damásio, os cantores da velha escola tinham as suas letras focadas no momento que viviam e, por isso, “temos que aprender e compreender as mensagens passadas pelos kotas e continuar a criar bons temas, no sentido da internacionalização contínua da música nacional”.
O autor de “Kwanza Burro” considerou que os músicos nacionais têm a capacidade e qualidade suficiente para poder conquistar outros mercados, acreditando que nos próximos anos, com muito empenho e trabalho, os angolanos vão alcançar este feito.
O cantor e compositor Baló Januário é de opinião que a nova geração deve compor temas que demonstram a grandiosidade de Angola, seguindo, deste modo, o exemplo daqueles que usaram a música no processo de libertação do país.
O músico defendeu que da mesma forma que os mas velhos interpretaram temas que mudaram Angola, os jovens músicos têm de escrever temas que levem ao conhecimento internacional do país.
Baló Januário reconheceu ainda que houve períodos difíceis para os artistas angolanos nestes 40 anos. Entretanto, manifestou a sua satisfação pelas mudanças registadas neste horizonte temporal, pois como disse, “agora cabe aos fazedores de cultura continuarem a trabalhar para a melhoria da classe, nos próximos anos”.

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