Artistas valorizam Comboio Cultural

Manuel de Sousa| Namibe
5 de Setembro, 2014

Fotografia: Afonso Costa| Namibe

A direcção provincial da Cultura do Namibe ultima todos os preparativos visando uma representação condigna dos artistas locais no “Comboio Cultural”, no troço Namibe-Huíla-Menongue, numa iniciativa do Ministério da Cultura, enquadrada no programa do II Festival Nacional da Cultura “FENACULT 2014”.

A iniciativa tem como objectivo a troca de experiência entre os criadores das províncias do Sul de Angola, nomeadamente Huíla, Cunene, Cuanza Sul, Namibe e Cuando Cubango, estando o primeiro comboio previsto para este sábado e domingo, no trajecto Lubango-Menongue, e o segundo nos dias 13 e 14 deste mês, entre Lubango e Namibe.
“O comboio vai permitir também aos 50 representantes da província do Namibe, entre bailarinos, músicos, escritores e governantes, desfrutarem das belas paisagens naturais e conviverem num clima de verdadeira paz”, disse a directora provincial da Cultura do Namibe.
“Partimos dia cinco do Namibe com destino a província da Huíla, onde no dia seguinte apanhamos o comboio em direcção a cidade de Menongue. Vamos durante o percurso ter paragens nas localidades do Capilongo, Matala, Cuvango, Cuxi e finalmente na cidade de Menongue, onde vamos, durante um dia, conviver e trocar experiências com os representantes das províncias do sul do país, dentro do clima do FENACULT”, sublinhou Euracema Major.
A cerimónia de abertura das actividades do FENACULT Namibe aconteceu segunda-feira última, com espectáculos culturais, exposição de arte, gastronomia e arte rupestre. Para os próximos dias estão reservados festivais de teatro, dança tradicional, concerto de trova, vozes femininas, espectáculos musicais, concerto gospel, mesa redonda e o assalto ao Carnaval.

"Vozes do Namibe"


Um total de 11 músicos locais foram seleccionados para a gravação do segundo disco do projecto “Vozes do Namibe”, dentre eles o renomado Cândido Ananás, Denize Rodrigues, Edna Ernesto e Zeferino Chicote, num trabalho levado a cabo pelo produtor Chico Viegas. A primeira etapa da gravação decorreu nos estúdios Escurinho Cambuata, no Namibe, sendo a segunda programada para acontecer na capital do país, segundo informou Euracema Major.
À semelhança da primeira edição, o disco visa divulgar o trabalho artístico dos músicos locais e enaltecer a província no capítulo das artes.

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