Cultura

Bessa Teixeira clama por patrocínios para os artistas

Justino Victorino | Huambo

Bessa Teixeira manifestou-se desapontado pela falta de sensibilidade de alguns empresários da província do Huambo que não passam de promessas, quando os cantores apresentam projectos para gravação de discos ou realização de espectáculos.

Fotografia: Angop

De acordo com as declarações do cantor, ao Jornal de Angola, os empresários não honram a palavra,  “fazendo-nos passar por mendigos”, disse, considerando a situação comprometedora e de falta de consideração.
Adiantou que, nos últimos dois anos, evitam “bater às portas”, porque se sentem “cansados de promessas falsas e é triste a forma como muitos desses empresários querem fazer passar a ideia de que estamos a pedir esmolas, desabafou.
Natural do Huambo, Bessa Teixeira garantiu que, não obstante a falta de apoios, mesmo por parte de instituições públicas, não tenciona desistir da carreira musical. A aposta visa contornar as dificuldades e, para tal decidiu lançar,  todos os anos, CD singles.
O cantor tem no mercado o single “Polobotão”, que significa “Botão” na língua umbundu. Os ouvintes consideram a letra da música deste single uma “bomba”, por retratar o comportamento de rapazes que seduzem mulheres em momentos de danças de salão.”Cuidado com os botões das calças/para não caírem em tentações”, diz uma das estrofes do refrão da música.
Na sua opinião, a classe artística do Huambo não tem sido valorizada pelos empresários e promotores de eventos. Preferem trazer artistas de outras províncias, uma atitude com reflexos negativos para o crescimento e surgimento de outros talentos musicais no Huambo.
“Alguns promotores de espectáculos privilegiam artistas de outras regiões, principalmente da capital do país, em detrimento dos locais, cuja remuneração, quando são contratados, é irrisória, comportamentos que afastam os cantores com larga carreira”, lamentou.

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