Brasileiros voltam a encantar no projecto musical Kalunga

Manuel Albano |
9 de Setembro, 2015

Fotografia: Jaimagens

Algumas das melhores estrelas da música brasileira e a angolana Yola Semedo animam esta noite, no Espaço Lookal, na Ilha do Cabo, o segundo espectáculo do “Projecto Kalunga”, depois da primeira apresentação na noite de segunda-feira na Centro Cultural Brasil-Angola.

Os melhores sucessos de carreirade Martinho da Vila, Elba Ramalho, Francis e Olívia Hime, Geraldo Azevedo, Mart’Nalia, Miúcha, Mariene de Castro, Nei Lopes, Yamandu Costa e Yola Semedo vão ser recordados num espectáculo de três horas para um público diversificado de brasileiros, angolanos e de outras origens.
Como na primeira edição do “Projecto Kalunga”, há 35 anos, os artistas brasileiros e a única cantora angolana que vai ter o privilégio de partilhar o palco com nomes consagrados da Música Popular Brasileira prometem um espectáculo capaz de simbolizar os laços culturais e de irmandade que une os dois povos.
No espectáculo realizado segunda-feira, durante a inauguração do Centro Cultural Brasil-Angola, antevisão do concerto de hoje, os artistas interpretaram um tema dedicado ao renascimento do projecto que ajudar a aproximar brasileiros e angolanos.
Mariene de Castro, concorrente em Junho da 26.ª edição do Prémio da Música Brasileira na categoria Melhor Cantora de Samba, ao lado de Beth Carvalho e Alcione, abriu o espectáculo. Com a sua voz contagiante prendeu a atenção dos espectadores que lotaram a sala, com temas que enaltecem a cultura afro-brasileira, ao som do estilo musical maracatu e semba.
O cantor e compositor Nei Lopes interpretou “Candongueiro”, que cantou em Luanda em 1987, na antiga Praça do 1.º de Maio, actual Praça da Independência. Nei recordou com um tema aquele que é consideradoo pai da música brasileira, o flautista, saxofonista, compositor e produtor Pixinguinha, nascido a 23 de Abril de 1897 no Rio de Janeiro.
O músico Geraldo Azevedo levou o público a viajar pela cultura nordestina brasileira para recordar a vivência dos povos quilombolas. Pela segunda vez no país, Geraldo exaltou a qualidade poética dos versos de Agostinho Neto. O artista dedicou a canção “Sagrada Esperança” àquele que foi o primeiro Presidente de Angola por tudo que fez para aproximar a cultura dos dois povos.

Voz inconfundível

Elba Ramalho, voz brilhante e encantadora, cantoua cultura e as tradições nordestina e a diversidade rítmica e contagiante do carnaval pernambucano.
O som da flauta, do batuque e do cavaquinho da banda de músicos brasileiros que acompanhou instrumentalmente os artistas continuou a ser ouvido por mais alguns horas na interpretação de Martinho da Vila, da filha Mart’Nalia, Francis, Olívia Hime, Miúcha e Yamandu Costa.

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