Canções de uma época provocam lágrimas no Belas

Roque Silva |
21 de Junho, 2016

Fotografia: Arquivo Nova Energia

As músicas infantis de sucesso produzidas entre 1980 e 1990 causaram um efeito impressionante e nostálgico ao público que assistiu a mais uma edição do “Show Piô”, realizado no Centro de Conferência de Belas (CCB), em Luanda.

O concerto de sábado, promovido pela Nova Energia, foi vivido com muito entusiasmo, alegria e recordação, durante três horas, pelas crianças e adolescentes das duas primeiras décadas de Angola independente. Muitas pessoas que assistiram o espectáculo emocionadas, além de aplaudirem fortemente também choraram de alegria, facto provocado pela actuação dos antigos cantores infantis, que recordaram momentos marcantes da sua infância.
Com mais de três mil pessoas, algumas trajadas de calções, outros de “macacão”, tal como é hábito aos fins-de-semana, não se inibiram e assistiram ao espectáculo de pé, atentos a um alinhamento de 36 canções produzidas, na maioria, pelo programa Piô-Piô, da Rádio Nacional de Angola.
Os artistas, actualmente “kotas”, tornaram-se quase invisíveis pela enchente da sala, onde ainda houve tempo para recordar algumas brincadeiras, danças e cantares populares, como “Salalé”, “Margarida morena”, “Jardim celeste”, “Atirei o pau ao gato” e “Passarão”.
Não houve somente público de Luanda, mas também proveniente do Uíge e de outras províncias do país, com o intuito de rever o seu cantor preferido da década de 80. Entre os temas do espectáculo, os destaques foram para “Arquitecto do futuro”, de Malamba, “Wassamba”, de Ângelo Ramos, “Meu mundo, mundo nosso”, de Dilton e Elizabeth Martins, em substituição de Dinamene, “Para além do horizonte”, de Gisela Góis, “Serei doutora”,  de Isidora Campos, “Menino do Moxico”, de Beatriz Atrevida, “Criança flor”, de Venâncio Prata, “Brincamos juntos” e “Ágil sou”, de Alice Berenguel e “Menino cruel”, interpretado por Joseca, Alberto de Matos e Tony Cabaco. O guião incluiu também “Crianças alegres” e “Aldina”, de Ângelo Ramos, “Bolinha no pé”, de Nila Borja, “Vamos todos brincar”, de Zito Silva, “Compadre”, de Nicinha Rocha, “Madalena”, de Faustino  Segunda, “Pipiadora”, por Martins, que se revelou um verdadeiro “show-man”.
Lucas de Brito, o Maya Cool, encerrou o espectáculo convidando todos os cantores ao palco para uma dança da família, ao som de “Muringa” e de uma rapsódia.

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