Cultura

Cantor "Boyoth" defende maior intercâmbio bilateral

O músico Zé Maria “Boyoth”  defendeu quinta-feira, em Luanda, um maior intercâmbio cultural entre os Estados de Angola e de Cuba, com o intuito de fortalecer, reconhecer e eternizar a relação histórica entre os dois povos.

Capa do novo CD do cantor “Boyoth” lançado em Luanda
Fotografia: DR

O autor prestou esta informação em entrevista à Angop, à margem da apresentação conjunta do seu novo disco intitulado “Cubangola” e o da sua filha, Cídia  Boyoth, denominado “Livro meu amigo”. 
Segundo Zé Boyoth, Cubangola, que teve a participação de artistas cubanos, é uma mistura de ritmos afro-latinos e angolanos, cantados em português, espanhol e kimbundu.
“Este disco significa para mim o simbolismo e união de duas manifestações culturais que desempenham uma ligação histórica e política entre os povos de Angola e Cuba”, defendeu.
O CD com 15 temas é uma mistura de “timba”, (evolução do estilo salsa, considerado um movimento de resistência, na reafirmação da identidade e das suas raízes africanas e o semba.
Por outro lado, o artista defendeu a necessidade de se divulgar mais a música infantil, com a finalidade de  motivar o aparecimento de mais músicos dessa faixa etária, para que a mesma sirva o papel de educar e ensinar as crianças.
Para Zé  Maria Boyoth, as rádios e televisões devem dar maior espaço de antena a este género musical, porque têm uma importância vital na formação do intelecto das crianças.
Zé Maria Boyoth nasceu na província do Cuanza-Norte, gravou o CD “Surukukú”, 1993, que inclui o “Tia Madia”, e o disco “Jogo mágico”, 1998. Depois de doze anos de silêncio discográfico, surgiu no mercado, em Fevereiro de 2010, o CD “Bênção”, totalmente produzido em Angola, com catorze canções cantadas em português e kimbundu para o trabalho.

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