Cantor Dino Ferraz vence festival da LAC

Roque Silva |
20 de Setembro, 2015

Fotografia: Dombele Bernardo

Dino Ferraz sagrou-se vencedor, sexta-feira, em Luanda, da 18ª edição do Festival da Canção de Luanda, organizado anualmente pela estação de rádio Luanda Antena Comercial (LAC).

O artista foi premiado nas categorias Grande Prémio da Canção, Intérprete da Canção Vencedora e Melhor Letra, com o  tema “Saber Amar”, no género afro jazz, escrita pelo músico Totó.
O vencedor recebeu 1,4 milhões de kwanzas, como total de prémios. Dino Ferraz é cantor e compositor há mais de dez anos. Ferraz frequentou vários cursos de canto e teve as primeiras aparições a solo como cantor de música gospel.
Autor do tema musical da televisão Zimbo, actua com frequência em vários espaços dos hotéis de Luanda.
Totó não esperava que a letra da sua autoria fosse premiada por considerar haver outros bons compositores, tais como Felipe Zau, Filipe Mukenga e Tonito, por ele considerados como “mestres” de mão cheia, e referiu que o prémio conquistado pelo intérprete vencedor tem um sabor duplo.
Guerra Matias foi distinguido como Melhor Voz, com o tema “Clarão no Luar”, de sua autoria, enquanto Aroldo dos Anjos recebeu o maior número de votos por mensagens telefónicas dos ouvintes da LAC, o que lhe valeu o Prémio LAC/Unitel.
O espectáculo, que decorreu na Baía de Luanda, registou a exibição de uma coreografia entre o tradicional e o moderno do Ballet Tradicional Kilandukilo e uma inédita performance apresentada pelo Petro de Luanda, baseada em dança contemporânea e acrobacias, que ilustrou as principais fases da história de Angola, sob o tema “Angola 40 anos de música”.
Este momento foi um dos mais aplaudidos da gala, em que parte da história de Angola foi contada através da representação teatral, interpretação musical de canções com mensagens que narram momentos vividos pelos angolanos no tempo colonial, no período da independência, do conflito armado e da actualidade.
Entre as músicas, “Cartinha da Saudade”, na voz de Jacinto Tchipa, “Maravilhoso 1975” e “Vamos Fazer Mais Como”, interpretada por Calabeto, “Renúncia Impossível”, “Piô-Piô” e “Reunir”, por Kyaku Kyadaff, “Manazinha”, por Dina Santos, “Vizinha Zongola”, Gaby Moy, “Velha Chica”, pela cantora Érica Nelumba.
Kueno Aionda deu voz à música “Minha Viola”,  e Isaú Fortunato interpretou “Angola no Coração”. “Angola” ouviu-se na voz de Kris Mc e “País Novo”, por Robertinho. Cinquenta pessoas em palco fizeram o papel figurantes, entre crianças e adultos, que acompanharam as música de forma cénica.
Antes da gala, a noite foi precedida por uma feira e exposição de livros, discos, artes plásticas e pratos típicos angolanos.

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