Cantora pede mais intercâmbio

Manuel Albano |
23 de Julho, 2014

Fotografia: Eduardo Pedro

A cantora sul-africana Mpumi, um dos destaques do espectáculo dos Alphaville, disse ontem, ao Jornal de Angola, que o intercâmbio entre os músicos deve ser uma das principais prioridades dos promotores culturais, porque ajuda muito a melhorar a qualidade técnica dos artistas.

A artista, que ficou surpreendida com a boa receptividade do público, disse que uma aposta forte na troca de experiências entre os músicos permite-lhes descobrirem novos “palcos”, assim como promoverem os seus trabalhos noutros mercados.
“Não esperava que os angolanos conhecessem tão bem os estilos musicais sul-africanos e agradeço à organização a oportunidade de explorar um mercado em crescimento como o de Angola”, destacou. Para a cantora, partilhar o palco com artistas angolanos e a banda Alphaville representa um marco na sua carreira. “Quando os artistas com maior projecção dividem o palco com os cantores em ascensão, permitem a estes terem mais oportunidades para se afirmar no mercado”, realçou.
Paulo Costa, um dos membros da organização, disse que, depois deste espectáculo, a direcção do Dream Space tem pretensões de apostar mais na música e na promoção e valorização dos cantores nacionais. “O convite a músicos internacionais é outra das apostas do espaço, que quer ainda manter uma certa regularidade na realização de espectáculos.” O mercado internacional, disse, ajuda também a criar uma “janela” de oportunidades, particularmente no campo da projecção, a nível mundial, da organização e dos músicos. “A repercussão, na comunicação social de todo o mundo, que a vinda de um artista de renome dá ao país e à organização é fundamental. Os músicos nacionais convidados a cantar com eles também ganham outro protagonismo”, considerou.
Tatiana Durão, que também participou no espectáculo, considera “um grande privilégio para a música nacional ter artistas de referência internacional a actuarem no país, por ser uma valia para a melhoria da imagem do país além-fronteiras e ajudarem na divulgação de novos estilos”. “As bandas e os artistas convidados a actuarem podem ter mais oportunidades de parceria, fruto deste intercâmbio”, concluiu.

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