Carlos Lamartine é o homenageado do mês


30 de Setembro, 2014

Fotografia: DR

Carlos Lamartine é o músico homenageado de Outubro do Muzongué da Tradição, que se realiza no domingo, mais uma vez em Luanda, no Centro Cultural e Recreativo Kilamba, pelo contributo à divulgação da música popular angolana.

O cantor, 71 anos, que foi um dos fundadores dos grupos Os Kissuekeia e Macacos do Ritmo e o vocalista dos Águias-Reais, faz parte da geração de músicos angolanos que elegeu como princípios básicos a exaltação da História política de Angola, a liberdade e a defesa dos valores culturais da africanidade. 
Além do músico, a organização convidou também os artistas Massano Júnior, Robertinho e Kyaku Kyadaff, a participarem da actividade. A ideia da organização é dar mais espaço aos músicos que durante anos deram um grande contributo no resgate da música angolana, através da promoção e defesa da identidade nacional, criando uma ponte mais forte entre duas gerações, através do convite a jovens talentos.
Carlos Lamartine, que acompanhou os momentos mais importantes da História da Música Popular Angolana, desde o “período de ouro” da época colonial, passando pela independência, até à contemporaneidade, construiu uma carreira, na qual valoriza a pluralidade artística da modernidade e defende o segmento da música de raiz popular. O horizonte poético da esperança, a evocação aos heróis da luta de libertação, o retorno à tradição, o apelo à unidade dos homens, assim como a denúncia das injustiças sociais são temas centrais das canções de Carlos Lamartine, muitas das quais fazem parte da memória colectiva dos angolanos.
Carlos Lamartine gravou o seu primeiro single em 1970, com a etiqueta “Ngola”. Em 1974 surgiu o LP “Angola no I”, com a etiqueta da CDA, gravado com os Merengues. Depois de 23 anos de ausência, gravou em 1977 o seu primeiro CD, “Memórias”, com a chancela da RMS, Produções Musicais, com o qual inicia um processo de fusão e modernização da sua música, criando um produto bem acolhido pelas gerações mais jovem. 
Em 2001 colocou no mercado “Cidrália” e quatro anos depois “Frutos do Chão São Coisas Nossas”, álbum que privilegia o semba. O seu último trabalho discográfico, “Caminhos Longos”, foi editado em 2007.

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