Clarinetista edita novo disco


4 de Novembro, 2014

Fotografia: Divulgação

O clarinetista Nuno Silva celebra os 20 anos como músico da Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML), com um novo álbum, gravado ao vivo, e no qual interpreta o Quinteto para Clarinete, de Mozart, e o Concerto para Clarinete, de Copland.

Em declarações à imprensa portuguesa, o músico, com 38 anos de carreira, afirmou ter escolhido estas duas peças, “porque são emblemáticas”.
“São duas obras de que gosto muito e, particularmente o Quinteto de Mozart, transpõe o repertório do clarinete e faz parte da História da Música; é uma referência para muita gente, mesmo que não toque clarinete”, afirmou.
O músico é acompanhado, na peça de Mozart, gravada no auditório Beatriz Costa, em Mafra, em Março de 2010, por um grupo de solistas da Metropolitana, nomeadamente os violinistas Alexei Tolpygo e Elder Nagiev, a violetista Joana Cipriano e o violoncelista Jian Hong. No Concerto para Clarinete de Aaron Copland, gravado em Setembro do ano passado, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Nuno Silva é acompanhado pela OML, com a direcção do maestro Cesário Costa.
O CD fecha com uma “improvisação” que o músico qualificou como “uma ironia”. “Foi uma peça de ‘encore’, interpretada depois do Concerto de Copland, com o Centro Cultural de Belém cheio. Iniciei com ‘Rhapsody in Blue’, de Gershwin, e transformei aquilo num ambiente jazzístico”, disse o músico, de 43 anos.
Referindo-se à edição do CD, Nuno Silva disse que “é para celebrar um percurso de 20 anos e não tanto a entrada na Metropolitana”.
“Mantermo-nos 20 anos a trabalhar regularmente com uma orquestra é muito exigente. O músico de orquestra não toca aquilo que quer, nem à velocidade que quer, está sempre sujeito à vontade de quem programa, e à decisão do maestro, sobre como se toca”, disse.
Nuno Silva salientou ainda “a peculiaridade do trabalho que se desenvolve na Metropolitana”. “Na Metropolitana temos um trabalho muito completo, obriga-nos a estar sempre em forma. Podemos tocar a solo com a orquestra, da qual somos músicos, damos aulas, fazemos recitais, tocamos música de câmara, mas é um prazer, pois preenche-nos como músicos e como artistas”, afirmou Nuno Silva.
Este é o segundo CD de Nuno Silva, que sucede a “Swing.pt” gravado com a Banda Sinfónica do Exército, com a batuta do maestro Mitchell Fennell, editado em 2011. Neste CD, editado pela Numérica, o músico gravou, entre outras, peças de Scott McAllister (“Black Dog”) e de George Gershwin (“Summertime”).
Nuno Silva venceu vários concursos nacionais, nomeadamente o de Clarinete e Música de Câmara da Juventude Musical Portuguesa, em 1988, o Nacional de Clarinete de Setúbal, no ano seguinte, o de Clarinete e Música de Câmara (nível superior), no Prémio Jovens Músicos, de 1991, e o Concurso Jovens Solistas, em 1992.

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