Crítico participa no congresso da Música

Francisco Pedro |
5 de Julho, 2016

Fotografia: João Gomes

O crítico e investigador musical Jomo Fortunato apresenta quinta-feira, no congresso “Música e lusofonia em acervos 78 rotação por minutos (rpm)”, na cidade de Aveiro, em Portugal, uma conferência sob o tema “Reconstituição histórica da música popular angolana.”

Convidado pelo Comité Científico, Jomo Fortunato participa no congresso que decorre até sábado, e que visa encontrar saídas sobre aspectos técnicos de digitalização e conservação de colecções sonoras.
Segundo Susana Sardo, membro do Comité Científico e professora da Universidade de Aveiro, a iniciativa do congresso é do académico Pedro Aragão, da Universidade do Rio de Janeiro, e que está em Aveiro como professor visitante.
“A ideia deste congresso é juntar os diferentes países onde existem repositórios de músicas em português para vir a criar uma rede de arquivos, em diálogo com outras redes arquivísticas, mas também com o intuito de estimular a investigação e o diálogo entre os diferentes responsáveis por estas colecções”, disse Suzana Sardo.
Na sua opinião, Angola tem uma coleção de fonogramas importante e, “por essa razão gostaríamos muito de contar com a presença de alguém que pudesse representar esses arquivos e que ao mesmo tempo pudesse assumir algumas responsabilidades na construção deste arquivo em rede.” O congresso “Música e lusofonia em acervos de 78 rpm” é aberto a pesquisadores, arquivistas, críticos musicais, produtores e responsáveis por instituições públicas e privadas dos países lusófonos que têm um património de discos em 78 rpm.
Além do crítico Jomo Fortunato, Angola participa também com o jornalista Armindo Laureano.
 O congresso junta representantes dos arquivos da Rádio de Moçambique, do Arquivo do Instituto Moreira Salles, do Brasil, do Ministério de Cultura de Cabo Verde, do presidente do Observatório da Língua Portuguesa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e dos arquivos  de música portuguesa mais importantes, tais como Arquivo da Rádio Televisão Portuguesa e museus do Fado, de Etnologia e do Teatro.
Conta ainda com os representantes da plataforma arquivística Telemeta, associada ao Centro Nacional de Pesquisa de França (CNRS), que, segundo Susana Sardo, pode vir a constituir uma base importante para o arquivo que “esperamos vir a construir.”
O congresso, que tem o apoio das fundações Calouste Gulbenkian e da Portuguesa para a Ciência e Tecnologia,  conta com a participação de alguns coleccionadores particulares. Entre os temas em discussão, constam “Diálogos e a circulação de acervos pertencentes aos Estados”, “Práticas e políticas públicas sobre acervos do tipo 78 rpm”, “As conexões com a indústria fonográfica” e “A importância das rádios.”
A Universidade de Aveiro é neste momento detentora de uma colecção de mais de 7.000 discos de música em português que constituem a maior colecção de de 78 rpm existente em Portugal. Criada em 1973, rapidamente, se transformou numa das mais dinâmicas e inovadoras universidades em Portugal.

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