Cultura

Derito de regresso aos grandes palcos

Roque Silva

O músico Derito regressa, hoje, às 20h00, ao palco Ngola do Palácio de Ferro, na Ingombota, uma vez mais para um concerto a realizar por ocasião da III Trienal de Luanda.

Compositor e exímio guitarrista angolano inscreve no alinhamento do espectáculo de hoje também temas em língua nganguela e umbundu
Fotografia: Edições Novembro

O cantor, compositor e exímio guitarrista, de volta ao país depois de uma ausência de mais de dez anos, traz os ritmos e sonoridades por si executados em 32 anos de carreira, naquele que é o terceiro espectáculo, ao palco Ngola desta edição do projecto da Fundação Sindika Dokolo.
O repertório inclui entre outros êxitos, “Kissange”, “Na minha banda” e “Saudades”, título do disco de estreia lançado em 1992, comummente conhecido por “Benguela”.
O alinhamento das músicas preparadas pelo cantor para o espectáculo inscreve ainda  “Quitanda da vida”, “Intumba” e “Ocikembe”, as duas últimas interpretadas em ngangela e umbundu. As canções, muito conhecidas pelos admiradores do seu trabalho, constam do CD “Alison”, lançado em 1993, uma homenagem ao seu primogénito, além do álbum duplo “Discernimento” (2004). 
O concerto, o último do mês da III Trienal de Luanda, tem o suporte instrumental de uma banda, composta por Gato Bedseyele (percussão), Zuma Sonor (bateria), N’Sheriff (guitarra baixo), Estrela (teclado), Mike (trombete), Lopes (trombone), Nelson Chilungo (saxofone), Nelo Santimnan’t e Mila Makomba (coros).
Hélder Tavares, Derito, nasceu há 51 anos, em Benguela, sendo 32 de uma carreira marcada de reconhecimento e consagração à música angolana. Os primeiros passos relevantes aconteceram num festival infantil, no qual foi acompanhado pelo conjunto Ngola 74. Mas a sua carreira profissional teve início em 1985, em Portugal, onde havia partido cinco anos antes, e conciliou a formação académica com apresentações em casas nocturnas em Lisboa.
Após o lançamento do disco duplo “Discernimento”, com o primeiro “Obrigado, Angola” e o segundo, “Sobrou para mim”, Derito publicou 12 anos depois um disco com os seus sucessos, denominado “Best of”.
O músico trabalhou com vários artistas nacionais e internacionais, onde se destacam Manu Dibango, Nguy Nsangue (Camarões), Hugh Masekele (África do Sul), Jacob Devarieux, Jean Claude Naimro (Antilhas), Paulo Calasans, Marcelo Martins (Brasil), Pedro Jóia (Portugal), André Mingas, Joãozinho Morgado, Hélio Cruz, Jorge Mulumba (Angola).

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