Didi do ''Mãe Preta'' um músico solidário

Roque Silva |
14 de Junho, 2016

Fotografia: Dombele Bernardo

O Centro Recreativo e Cultural Kilamba, em Luanda, albergou no domingo um espectáculo musical denominado “Caldo do EME” em que esteve em grande a banda Os Gloriosos do Prenda.

O espectáculo homenageou o cantor Didi da Mãe Preta, executante de dikanza, cujos feitos para a promoção da Música Popular Angolana foram reconhecidos pela organização do “Caldo do EME”.
 Além da banda Os Gloriosos do Prenda, actuou a banda Movimento, que acompanhou Calabeto, Dom Caetano, Augusto Chacaya, Lulas da Paixão e Tamara N’zage.
Os cantores interpretaram músicas que marcaram as suas carreiras. Didi da Mãe Preta, Chico Monte Negro e Baião apresentaram um repertório com mais de dez canções, produzidas entre as décadas de 1970 e 1990, nos quais se destacaram “Ku Sabule Ngo”, “Nga Zua”, “Lucinda”, “Mariana Mukuazanga”, “Aiué Ngongo” e  “Ngende Nimbenga”, bastantes aplaudidas pelos amantes da música popular angolana, que não hesitaram em dançar.
Dom Caetano e Anabela Aya apresentaram as músicas inéditas “Rumo à vitória” e “A força do povo”, nos estilos semba e kilapanga, respectivamente. De súbito, a pista de dança do Kilamba coloriu-se de dançarinos, e foi pequena para albergar mais de 600 convivas.
Didi da Mãe Preta agradeceu o gesto e sugeriu que acções género abranjam outros artistas ainda em vida e, também, a título póstumo, quer em Luanda quer no interior.
O cantor recebeu um Diploma de Mérito, entregue por Sérgio Luther Rescova, que considerou o concerto como umas das actividades para saudar o VII Congresso do MPLA, e motivar os seus militantes que trilham a carreira artística, entre cantores, compositores e instrumentistas.
Na óptica do secretário de Estado da Cultura, Cornélio Caley, que assistiu e conviveu com os artistas, as homenagens às figuras que contribuem para a construção da História de Angola devem ser permanentes.
“Os profissionais de todas as áreas do saber devem ser reconhecidos por ajudarem a perpetuar a cultura com o seu trabalho”, disse Cornélio Caley, para referir que se trata de actos de consagração como forma de se manter as memórias mais vivas.
O Ministério da Cultura defende actividades do género por preservar a identidade nacional, a história e a cultura, “o que ajuda a solidificar a Paz, a fraternidade, a amizade e o patriotismo”, disse Cornélio Caley.

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