Elias dya Kimuezu defensor da tradição

Manuel Albano |
13 de Outubro, 2015

Fotografia: José Soares

O cantor e compositor Elias Dya Kimuezo mostrou-se, ontem, em Luanda, preocupado com a preservação dos estilos musicais tradicionais, tendo considerado como fonte de inspiração para a nova geração possa perpetuar os ritmos nacionais.

O rei Elias fez essas declarações à margem do “Musongué da Tradiação”, espectáculo musical que decorre mensalmente no Centro Cultural e Recreativo Kilamba, no distrito do Rangel.
Os jovens artistas, segundo Elias Dya Kimuezu, actualmente “despertaram” para a necessidade de interpretarem com frequência músicas populares, de forma a preservar a harmonia dos ritmos característicos do país.
Na sua opinião, a música desempenha um papel essencial na construção das identidades e aproximação dos povos. “Os jovens precisam valorizar mais os nossos ritmos e estilos musicais, o que nos permite diferenciar a realidade cultural de outros países”.
Incentivou os músicos à pesquisa, a procurar ajuda dos mais velhos para trabalhos de composição e interpretação de canções em línguas nacionais. “Há um esforço visível por parte dos jovens, mas sinto que falta mais atrevimento de alguns em consultar os que estão no mundo da música há muitos anos”.
O cantor Augusto Chacaia referiu que essas actividades permitem maior interacção com as gerações vindouras, troca de experiência, e uma das formas de passar o legado.
“Conseguimos passar testemunho aos jovens e isso tem permitido que a música tenha inovações, como a introdução de novos instrumentos electrónicos, dando outra qualidade”.
Kyaku Kyadaff mostrou-se satisfeito por actuar no mesmo dia em que passaram cantores com mais experiências. Embora tenha reconhecido haver passagem de testemunho, “há ainda um caminho longo a percorrer”. Prometeu continuar a explorar o que de melhor existe sobre o folclore, com o intuito de promover a preservar a cultura nacional.

Convívio

A festa do “Musongué” - caldo, na língua kimbundo, abriu com a banda Banda Movimento, ao interpretar “Tá Amarrado”, de Diogo Sebastião, “Nvula”, de Mário Silva, “Kangila”, de Carlos Burity e “Tia” de Candinho.
Pedrito recordou “Conversa com Jesus”, “Raio de Amor”, “Massoxi”, “Pecados de Amor” e “Kilumba”. Seguiu-se Elias Dia Kimuzo com os temas “Akalakadi”, “Kalumba”, “Nzala”, “Katonho Tonho”, “Semba Makia” e “Eme Nzorima”.  Augusto Chacaia brindou os convivas com “Bolero da Mamã”, “Capetrinha”, “Desespero”, “Aubé”, “Nguende ni ubeka”, “Angélica", “Samba Samba”, “Sandra” e “Gienda gia anami”. O espectáculo encerrou com Kyaku Kyadaff, interpretou “Entre 7 Rosas”, “Ntata Nketo”, “Umbazanga”, “Prazer Quebrado” e “Kilamba”.

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