Estado actual da música é positivo


18 de Outubro, 2014

Fotografia: Dombele Bernardo

O músico Proletário considerou em Luanda satisfatória a qualidade da produção discográfica actual, fruto da entrega dos criadores nacionais na valorização, divulgação e preservação das raízes culturais angolanas.

Proletário disse à Angop sobre a música o estado actual da música, que embora esteja a registar-se uma evolução em termos de qualidade, é necessária uma participação mais activa de todos os agentes e criadores culturais angolanos.
Para o músico, os criadores nacionais devem igualmente apostar na investigação das raízes musicais, da rítmica tradicional, dos contos e dos provérbios, como forma de a matriz cultural angolana ser cada vez mais valorizada.
O empresariado nacional deve investir mais na promoção e divulgação da identidade cultural angolana, para que haja mais desenvolvimento na música nacional.
O artista manifestou também a sua satisfação pelo facto de a comunicação social primar mais pela promoção e divulgação da música nacional no mesmo pé de igualdade com a estrangeira.
O músico é de opinião que os cantores trabalhem as letras das suas músicas em idiomas nacionais angolanos, para valorização da cultura nacional.
“A nova geração de músicos deve, acima de tudo, valorizar as nossas línguas nacionais, pelo facto de representarem a nossa cultura que deve ser respeitada e valorizada”, salientou o cantor. Jaime Palana Kingungo “Proletário” nasceu em 1957, começou a carreira em 1970, ainda na sua terra natal, mas tornou-se conhecido por volta de 1972/73 no bairro Kaputo, município do Rangel, em Luanda, onde fazia actuações esporádicas no Centro Recreativo Maria Escrequenha, actual Centro Recreativo e Cultural Kilamba.
Em 1977, período em que o país perdeu vozes de referência como David Zé e Urbano de Castro, Joine Jaime (assim era conhecido Proletário) integrou os Surpresa 103, com o qual prosseguiu as suas actuações.
Na altura, Proletário cantava, como outros artistas da época, música revolucionária, fazendo soar a sua sagacidade vocal em várias regiões de Luanda até à década de 80, altura em que cumpriu serviço militar. O cantor integrou ainda o agrupamento FAPLA Povo e a banda Semba Tropical, sendo a sua música intitulada “Scânia 111” uma das mais conhecidas. No seu palmarés constam actuações no Congo Brazzaville, na República Democrática do Congo (ex-Zaíre), Líbia, São Tomé e Príncipe e Portugal.

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