Cultura

Festas do "réveillon" marcam início do ano

César Esteves |

Com o objectivo de proporcionar um ambiente mais diversificado as pessoas que procuram fugir da rotina, comemorando a transição do ano distante da família, as habituais festas de "réveillon", que já começaram a ser amplamente divulgadas, garantem várias opções para a virada de 2017.

Cantora Edmázia Mayembe anima as festividades da passagem do ano no Ocean Club
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

As festas de fim de ano já viraram tradição e têm atraído muita gente. Um dos grandes atractivos dessas festividades têm sido os músicos convidados a animaram as mesmas, que transportam os presentes para o Ano Novo através das suas músicas.
Em Luanda, já é notório a divulgação dos “cardápio” que vão compor os vários recintos onde vão decorrer as festas de “réveillon”.
A empresa de produção de espectáculos Casa Blanca, pioneira nessas lides, já deu a conhecer ao público que este ano vai realizar a festa no Hotel de Convenções de Talatona, com a animação de vários músicos da actualidade como Puto Português, As Africanas, Ricardo Lenvo, Lina Alexandre e os Djs Pikaço Júnior e Telmo Fontes.
À semelhança da Casa Blanca, o restaurante LooKal realiza a festa da virada, no Ocean Club, contando com a presença da diva Yola Semedo, Miko e dos Djs Malvado, Yannick e MD JI.
O Palmeiras também vai entrar em cena. Intitulado “Passagem de ano da família Palmeiras”, o evento vai contar com a presença dos músicos Filho do Zua, Edmázia, Zona 5, Sari Sari e dos djs Malo Jaime e Mauro Dance.
As festas de fim de ano acontecem um pouco por todo país, não apenas na cidade de Luanda. No Namibe, o destaque recai para a 2M, que promete organizar o melhor "reveillon" da província. Intitulado “Reveillon das Trintas”, a festa vai acontecer na Praia Amélia com a animação a cargo dos Djs Raffa, Pedro Xu, Márcio Mattos, Jorge Cunha, Sedrick e Don R.
As festas de fim de ano, conhecidas também como "réveillon", são reguladas pelo Decreto Presidencial 111/11. Este diploma autoriza o sector da Cultura a levar aqueles que organizam festas de "réveillon" sem a devida autorização junto do Ministério Público para serem responsabilizados criminalmente. Na província do Bié, por exemplo, o prazo para reconhecer as festas terminou ontem.
Manuel Gonçalves, responsável da direcção municipal da Cultura e Turismo de Luanda, disse ontem ao Jornal de Angola que apenas as festas comerciais, como são, por exemplo, as de "réveillon", carecem de autorização, mas as realizadas sem fins lucrativos e no seio familiar estão isentas de autorização.
Manuel Gonçalves avançou que o prazo para requerer uma autorização para realização de festas comerciais, a nível da sua jurisdição, terminou ontem, acrescentando que quem for apanhado a realizar festa de fim de ano sem autorização “vai ser responsabilizado criminalmente”.
Até quinta-feira, avançou Manuel Gonçalves, o município de Luanda tinha autorizado a realização de 23 festas de fim de ano. 
Zoraima Dorado, do espaço Palmeiras, disse que receberam a autorização para realizar o "réveillon". “Como já praticamos esse tipo de eventos, temos sempre o cuidado de solicitar não só a autorização como também os serviços da Polícia Nacional e dos bombeiros, a fim de se evitar incidentes”, informou.
Zoraima Dorado disse que, até ao momento, já foram vendidos parte dos convites, temendo, por isso, que até amanhã não haja sequer um para aqueles que os procurarem tardiamente.   
A véspera de ano novo, também chamada de réveillon, virada de ano ou passagem de ano, refere-se ao dia 31 de Dezembro, precedente ao dia de ano novo nos países que seguem o calendário gregoriano.
Na cultura ocidental, faz-se uma ceia no dia da véspera para se aguardar o ano que chega e, à meia-noite da passagem de 31 de Dezembro para 1.º de Janeiro, faz-se uma queima de fogos de artifício.

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