Festival da Canção Infantil ajuda no resgate de valores


9 de Agosto, 2016

O vice-governador de Malanje para o sector político e social, Manuel Campo, considerou ontem a canção infantil como um dos meios para o resgate de valores da cultura angolana.

O responsável defendeu essa posição no encerramento da 9ªa edição do Festival da Canção Infantil, fase provincial, promovido pela Organização do Pioneiro Agostinho Neto (OPA), realçando que as músicas cantadas apresentam conteúdos que permitem enaltecer  acções de patriotismo e elevar a cultura nacional, daí a necessidade de se continuar com a promoção do concurso.
Valdemira Caximba,  de 12 anos de idade, que interpretou a música “A bandeira”, venceu o prémio de melhor canção da província e vai obter como prémio uma formação em musical na escola Gramo School.
Segundo o responsável, o festival afigura-se como um meio de descoberta de valores, ajuda à formação musical e acompanhamento dos artistas pelos professores, de modo a  impulsionar outras pessoas a seguirem a carreira artística.
“As músicas infantis, normalmente cantadas nos estilos semba e kizomba e em línguas nacionais, são tão estimulantes para os petizes como para os mais adultos, pois permitem-nos conhecer mais sobre a nossa cultura”.
Durante o festival passaram pelo palco do auditório da rádio provincial 17 concorrentes. Os participantes interpretaram diversas canções nos estilos kizomba, kuduro, semba e mbuezi.

Associação de teatro

A integração de mais grupos teatrais associados na Associação Provincial de Teatro de Malanje (Aprometa) é uma das pretensões da organização, segundo declarações do seu presidente, Figueira Domingos.
Em declarações à Angop,  informou que o número de grupos teatrais inscritos na associação ainda é insatisfatório, por isso urge inserir mais grupos teatrais com vista a maximizar o número de colectivos na província e sensibilizar a população a criar bons hábitos de cultura assistindo a teatro, por forma a valorizar-se melhor esta arte.
Deu a conhecer que a APROTEMA tem também em carteira projectos consubstanciados na realização de actividades desportivas, espectáculos de beneficência, oficinas de interpretação, tardes culturais com música e dança, bem como a criação de núcleos teatrais nas escolas.
Figueira Domingos considerou que o funcionamento da agremiação ainda não é o desejado, por questões de ordem financeira, apelando por isso para o apoio das entidades governamentais para que se possa dar maior dignidade a este segmento social. A Aprometa é uma organização sem fins lucrativos e actua com os grupos teatrais, para apoiar de forma aceitável e produtiva.

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