Festival de teatro lusófono presta homenagem a Dani

Roque Silva |
6 de Janeiro, 2016

Fotografia: Eduardo Pedro

A direcção do Festival Internacional de Teatro da Língua Portuguesa (FESTLIP) realçou ontem na Internet as  qualidades do artista angolano Dani, falecido em Dezembro, vencedor do primeiro Concurso de Poesia sobre os 450 anos do Rio de Janeiro.

No comunicado, assinado pela directora do FESTLIP, Tânia Peres, onde é lamentada a morte do actor, músico, artista plástico e poeta, é afirmado que “as companhias de teatro da comunidade afectas ao festival ainda estão em choque”.
No documento, o autor do hino do FESTLIP é referido como  “o artista irmão”, que “contribuiu para a história da cultura dos membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP)”.
O comunicado, que lembra que Dani partilhou experiências com artistas dos países da CPLP e que “para ele a expressão era o amor, a arte e a criação”, sublinha que “o momento é perfeito” para “todas as formas de homenagem” como reconhecimento “do seu talento e amor à cultura angolana”.  No texto da direcção do FESTLIP é prometido que a organização do festival “vai continuar a divulgar a arte de Dani como forma de influenciar novos talentos, sobretudo os angolanos”.
“Estamos em festa no Brasil porque Dani ficaria triste se ficássemos de luto. Ele proporcionou beleza, poesia e alegria ao FESTLIP”, realça o comunicado.
Dani, que começou a escrever poesia aos 15 anos e venceu nos anos 1990 um concurso de desenho, deixou vários quadros no seu atelier. Também participou em telenovelas nacionais, entre as quais “Jikulumessu”. Cantava, compunha e tocava guitarra. Actuou em 2012 na Expo Coreia do Sul acompanhado pela banda Weya, constituída por Wando Moreira, Nataniel Africano, Sándor Katalin e Nguabi Montel.
Dani  gravou o disco “Folhas Que Se Vão no Vento”, que inclui os temas “Tu És Todos os Maus Hobbies”, “Menino Pitoso” e “Para Ficar Mais Doce”. Como designer gráfico e editor de imagem trabalhou no Departamento de Informação da Televisão Pública de Angola. Daniel de Oliveira, que era o nome de baptismo, natural de Luanda, deixou viúva e três filhos.

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