Festival junta duas gerações

Casimiro José | Porto Amboim
21 de Outubro, 2014

Fotografia: Casimiro José

António Paulino, Pedro Cabenha, Givago e W-King foram os músicos em destaque no “Festi Porto Amboim 2014”, realizado no final de semana, no Largo Alfredo Pucuta, no âmbito de mais um aniversário da fundação da cidade com o mesmo nome.

O espectáculo iniciou às 22h15, com o lançamento de fogo de artifício. Além destes artistas participaram na actividade os músicos locais Vavá, Cruse Ganga, Dom Paiva, Os Caferra, Cabina Scuad, GK, Side Kutululuka, Man Nesto e Tio Cardoso.
O primeiro a actuar foi Vavá, músico natural do Porto Amboim, que interpretou os temas “Gira bairro” e “Kupapata”, do seu último disco. Depois foi a vez de Pedro Cabenha subir ao palco e cantar “Michel” e “Ádia Kimy”. Lulas da Paixão, com o tema “Kamaka”, Givago, com “Ramiro” e “Avó Teté”, Justino Handanga, com “Tekateca” e “Telefone”, e António Paulino, com “Pontapé”, foram os artistas mais ovacionados do espectáculo.
Depois do ritmo contagiante destes músicos foi a vez de Tio Cardoso fazer as honras da casa. No seu tradicional estilo “catambi”, o músico interpretou “Kiassabalo” e “Monami Ussombili”. Minutos depois, Salú Gonçalves, o mestre de cerimónias do espectáculo, anunciou a actuação da kudurista Própria Lixa, que interpretou “Maboko”. No seu jeito, a artista conseguiu “matar” as saudades dos seus admiradores. Para continuar o ritmo, subiu ao palco o kudurista Madruga Yoyo.
A nova aposta da Xando & Produções, Massena, foi outro dos convidados. O cantor procurou justificar a aposta da produtora.
W-King, também conhecido como o Rei da Jamaica, compartilhou com os “cientes” os seus melhores temas e fechou com chave de ouro o espectáculo.
A administradora municipal do Porto Amboim, Ednnes Wassuca, fez, no final, uma avaliação positiva do espectáculo e prometeu uma aposta forte, nas próximas edições, nos talentos locais, de forma a valorizar a música da região.
“Um dos aspectos positivos do espectáculo foi a troca de experiências. Foi bom ver duas gerações de músicos a dividirem o mesmo palco. Porém, notamos que os músicos locais precisam de mais oportunidades para despontarem”, disse.

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