Festival recebe sons típicos de Angola


5 de Junho, 2015

Fotografia: Miqueias Machangongo

Músicos de 20 cidades juntam-se no Porto, na primeira edição do Festival de Música do Atlântico, em Junho do próximo ano. De Angola, vão estar Os Kiezos, Nástio Mosquito, Yuri da Cunha e o percussionista Dalú Roger, informou   o vice-presidente da Fundação Sindika Dokolo, Fernando Alvim.

O responsável falava sobre a nova agenda da fundação para o próximo ano, que inclui  a quarta edição da Trienal de Luanda, a decorrer de Setembro a Novembro, a apresentação da exposição Porto Poetic na capital angolana, e as iniciativas que estão a ser desenvolvidas com a Casa da Música do Porto e a Fundação Serralves, no âmbito de concertos e colecções de arte contemporânea.
O vice-presidente da Fundação Sindika Dokolo disse que está também encaminhada a extensão da Bienal de Poesia de Luanda no Porto.
Fernando Alvim revelou ainda que a Fundação Sindika Dokolo está a estudar a possibilidade de a Casa Manoel de Oliveira ser a futura sede da instituição no Porto. Acolher aquela entidade na cidade portuguesa “vai depender do desenho final do projecto” a ser delineado.
“Ainda não está decidido. Está definido que iremos sediar-nos no Porto não de uma maneira intermitente, mas criando um espaço que possa estar sempre em diálogo com os parceiros” da cidade, disse Fernando Alvim, sublinhando que já foram estabelecidas ligações com a Casa da Música e com a Fundação de Serralves. O vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto, Paulo Cunha e Silva, afirmou que o edifício que vai acolher a Fundação Sindika Dokolo no Porto “só pode estar definido depois de ser comprado” e que a “câmara vai vendo os seus espaços em hasta pública, caso haja interesse da fundação em adquirir um espaço que seja pertença da câmara”.
“Tomaremos a decisão e respeitaremos todas as regras em vigor, quer as leis da câmara, quer do país, queremos o máximo de transparência para evitar que se torne um preconceito”, disse Fernando Alvim.
No começo do mês de Maio, a Câmara do Porto revelou que não houve interessados na compra do imóvel  “Casa Manoel de Oliveira”, adiantando que “a seu tempo” vai tomar as medidas adequadas “para limitar o prejuízo de um projecto que falhou”.
Na altura, fonte da presidência da autarquia portuense admitiu que até à data do fim do prazo de um ano para vender o equipamento por ajuste directo, ninguém quis comprar o equipamento projectado há duas décadas e concluído há 12 anos para ser casa e museu “Manoel de Oliveira”, sem que a Câmara tenha assinado qualquer acordo com o cineasta português, que morreu no início de Abril com 106 anos.
A mesma fonte notou que “a Câmara, a seu tempo, vai tomar as medidas que entender adequadas” para o imóvel, reconhecendo não estar ainda definido o futuro do equipamento situado na zona da Foz, na rua Diogo Botelho, que há um ano foi levado a hasta pública pelo valor base de 1,74 milhões de dólares.

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