Gabriel Tchiema actua em Niterói

Francisco Pedro |
16 de Abril, 2016

Fotografia: Paulino Damião

A programação internacional da III Trienal de Luanda tem como destaque, hoje, na cidade de Niterói, no Brasil, o concerto de Gabril Tchiema, após a realização, ontem, do espectáculo de Ndaka Yo Wini.

Os músicos integram a caravana angolana que participa, desde dia 13, no projecto “Encontro com África”, organizado pela Secretaria Municipal da Cultura de Niterói, do Estado de Rio de Janeiro. Além dos concertos, a caravana angolana que está no Brasil, levada pela Fundação Sindika Donkolo participou num fórum sobre Arquitectura, Língua Portuguesa e Literatura, com os investigadores Marita Silva, Abreu Paxe e Jomo Fortunato.
A peça de teatro “Laços de sangue”, do Elinga Teatro, levou também à cidade de Niterói o dramaturgo e encenador Mena Abrantes, e os actores Meirinho Mendes e Raúl do Rosário, que se apresentaram na quinta-feira, no Teatro Municipal.
As actividades em Niterói visam o intercâmbio cultural com países africanos, e, além de Angola, participam artistas do Benin e África do Sul, uma tradição em Niterói que vem desde a década de 1990.
A semelhança da III Trienal de Luanda, o acesso é gratuito, e tem como objectivos conhecer com mais intensidade a cultura e a história dos países que influenciaram a formação cultural do Brasil.
 
Palácio de Ferro

O grupo de dança rebita Os Novatos da Ilha do Cabo,  o grupo de música tradicional Kituxi, e o DJ Ras Sassa, foram as actracções, de ontem, no Palácio de Ferro, no âmbito da III Trienal de Luanda.
Cada um dos intervenientes teve o seu tempo reservado. A tarde começou com a exibição do grupo Os Novatos da Ilha do Cabo, às 17h00. Seguindo-se o grupo Kituxi, e para encerrar o DJ Ras Sassa.
Os Novatos da Ilha do Cabo, grupo com mais de 50 anos de existência, dançaram no palco 1, designado Ngola. Foram duas horas da intensa massemba, a dança típica dos luandenses, caracterizada por pares, em que as mulheres vestem panos e quimonos e fazem penteados “jimmy”, às vezes tranças de mão, enquanto os homens se vestem de fato.
Um dos momentos mais altos da dança dá-se com a umbigada - embate das cinturas do casal - faz-se após a voz do comandante do grupo que diz: “fogopé”, e todos os pares dão uma semba, giram e seguem adiante para um outro dançarino ou dançarina da roda.
Os Novatos da Ilha do Cabo dança regularmente, as sextas-feiras no Palácio de Ferro, alternando com o grupo União Elite.
 Às 19 h00 foi a vez do grupo musical Kituxi, que exibiu-se no palco 2 Axiluanda, tendo interpretado mais de uma dezena de canções, todas em língua kimbundo, durante uma hora, o grupo brindou o público com as músicas “Muilumba”, “Komba”, “Zá mundele”, “Minga”, “Kiamukambé”, “Ula up”, “Digongeno mona”, “Hamba”, “Xixikinha”, “N’guitabule”, entre outras do vasto repertório tradicional.
O grupo Kituxi tem efectuado concertos, às sextas-feiras, na III Trienal de Luanda desde o mês passado, com os músicos Zé Fininho (dicanza), Inocêncio Gonçalves (tambor solo), Raul Tulingas (tambor bass), Jorge Henrique (voz, puita e hungo), Fernando Francisco (mukindo ou bate-bate).
Após a actuação do grupo Kituxi, também ontem, o DJ Ras Sassa esteve durante duas horas no palco três, Kwanza, contagiado o público com música do estilo reggae, a semelhança das duas semanas anteriores.

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