Grande contributo de Papa Wemba


27 de Abril, 2016

Fotografia: AFP

A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, destacou, na segunda-feira, o contributo do músico congolês  Papa Wemba na divulgação da cultura da África Central.

Em comunicado de condolências pela morte do artista ocorrida na noite de sábado, Carolina Cerqueira diz que Papa Wemba deixa uma marca indelével na herança musical da África Central, através de um estilo incomparável internacionalmente conhecido como rumba africana.
A ministra refere, no comunicado, que, como rei da rumba congolês, Papa Wemba influenciou várias gerações de artistas do Continente e do Mundo, pelo seu estilo original e sofisticado, tendo firmado uma trajectória artística ímpar marcada pela criação e expansão do estilo zaiko langa langa, uma fusão da dança latina e africana, que inspirou muitos jovens músicos congoleses e conquistou muita audiência em todo mundo.
Carolina Cerqueira disse que, com a sua banda Viva La Música, Papa Wemba ajudou a popularizar a música congolesa e deixa um grande vazio no panorama cultural no contexto mundial.
Os músicos Prado paím e António Paulino lamentaram   em Luanda, a morte do cantor congolês Papa Wemba, ocorrida na noite de sábado durante um show na cidade de Abdijan, Costa do Marfim, considerando-o como um ícone da cultura africana.
Em entrevista à Angop, Prado Paím disse que os seus feitos devem servir de lição para as futuras gerações, tendo acrescentado que Papa Wemba, para além de cantor, foi um nacionalista que defendeu  a cultura africana além-fronteiras, pois transmitia nas suas  melodias  a situação social  do continente  africano. “Papa Wemba é uma referência obrigatória, pois serviu como porta-voz transmitindo o sentimento colectivo dos africanos”, ressaltou o músico Prado Paím.
Na mesma perspectiva, António Paulino descreveu  a morte  de Papa Wemba como  uma perda irreparável, na medida em que sempre foi um  emissário  da cultura africana e influenciou muitos músicos  do continente.  “Pessoalmente sempre admirei o Papa Wemba, mesmo apesar de não entender as suas letras, mas a melodia sempre foi contagiante para mim”, disse o cantor António Paulino.
Jules Shungu Wembadio Pene Kikumba, mais conhecido como Papa Wemba, nasceu a 14 de Junho de 1949, tendo tido   uma longa  e brilhante carreira musical e inculcou nos jovens congoleses a arte de bem-vestir, sendo idolatrado como “Sapeur” .
Ele foi um dos intérpretes musicais africanos mais populares por uma longa carreira quer no seu país, quer em África e no mundo.
Apelidado de “King of Rumba”, Papa Wemba foi um dos primeiros participes  e difusor do influente do “Soukous” na banda Zaiko Langa Langa quando foi criado em Dezembro de 1969 , em Kinshasa , juntamente com os seus pares Nyoka Longo Jossart , Manuaku Pepe Felly , Evoloko Lay Lay , Bimi Ombale , Teddy Sukami , Zamuangana Enock , Mavuela Simeão , Clã Petrole e outros músicos congoleses.
Num mundo musical congolês dominado na época por Franco Luambo e a sua notável banda TP OK Jazz , Tabu Ley Rochereau, do Afriza, e pelos grupos musicais, como Les Grands Maquisards , Le Trio Madjesi e bandas ainda mais jovens, como Bella -Bella , Thu Zaina e Empire Bakuba, o jovem e talentoso Papa Wemba foi uma das forças motrizes que, em 1973, fez do Zaiko Langa Langa, um dos mais notáveis grupos congoleses dominantes.

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