Grande estímulo à criação musical

Roque Silva |
5 de Setembro, 2015

Fotografia: Domingos Cadência

A XVIII edição do Festival da Canção de Luanda, cuja gala é realiza no dia 18 deste mês, na Baía de Luanda, estimula a criação da composição rítmica e musical e o aparecimento de novos talentos no campo vocal.

O concurso deste ano regressa ao formato anterior e tal como há quatro anos não homenageia qualquer artista, levando cada um dos dez finalistas a interpretar uma canção inédita.
A directora do festival, Carla Romero, disse em conferência de imprensa, realizada quarta-feira na “Casa 70”, que esta edição vai estimular o surgimento de novos intérpretes e compositores. Cinco finalistas marcam a sua estreia num grande palco e igual número concorre com temas da sua autoria.
Caxinda, com o tema “Voz”, Guerra Matias (“Clarão no Luar”), Cláudia Wime (“Marina”), Mima Singui (“Ilha de Luanda”) e Aroldo dos Anjos, com a música “Amor”, estão na fase final com temas da sua criação.
Gari Sinedima, Gigi Sampaio, Dino Ferraz, Fernanda Diogo e Constantino completam a lista dos finalistas, com as músicas “Apenas nós”, da autoria de Felipe Mukenga e Zau, “Nga muté putu”, de Tonito Fortunato, “Sabe amar”, de Totó, “Mana Santa”, de José Diogo, e “Partida”, de Paula Cunha.
As músicas concorrentes são de estilos diversificados como o kilapanga, semba, afro-jazz, bolero e soul, e disputam as categorias de “Grande Prémio da Canção”, “Melhor Voz”, “Letra”, “Intérprete” e “Lac-Unitel”, que vai ser escolhida pelos ouvintes da estação radiofónica por mensagem telefónica.
Os finalistas são acompanhados por uma banda integrada por Nino Jazz (direcção musical, arranjos e teclados), Hélio Cruz (bateria), Yasmane Santos (percussão), Maió Bass (baixo), Totty Samed (guitarra acústica e electrónica), Inês Vieira, Luanda Placência e Ricardo Michael (violino), Henrique Cuppul (violoncelo), Adonnis Llana (saxofone), Raidel (trompete), Jota Faria e Suzana (coros). Para dar um toque mais africano, a banda é coadjuvada pelo Ballet Tradicional Kilandukilu.
O júri é composto por Adalberto Luakuti, Elisa Barros, Moreira Filho, Walter Ananás e Lito Costa.
Os finalistas fizeram uma pequena demonstração sobre o que está a ser preparado para a final, ao interpretarem trechos das canções com as quais concorrem ao som do pianista Nino Jazz.

Retrato de Angola

A rapsódia é o segundo momento do Festival da Canção de Luanda. No processo de encenação vai ser apresentada uma compilação de trechos de temas que fazem um retrato da época colonial, da independência, até à data de hoje, segundo Maneco Vieira Dias.
As músicas, num casamento com a encenação de teatro e dança, abordam a luta de libertação, a incursão para a reconciliação e um país novo, e são interpretadas por Jacinto Tchipa, Dina Santos, Gaby Moy, Maya Cool, Érica Nelumba, Kueno Aionda, Kyaku Kyadaff, Yannick Afroman, Eva Rap Diva e Djamila Mercedes. O artista Benjamim Sabby vai pintar o cenário do palco, criando imagens que simbolizam a cultura e a fauna e flora de Angola e de alguns países africanos. No local da actividade  vai ser montada uma feira com a exposição de livros, discos e pratos típicos angolanos e estrangeiros.

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