Guitarrista dos “Ébanos” é sepultado em Luanda

Jomo Fortunato |
9 de Julho, 2014

Fotografia: DR

Os restos mortais do guitarrista José Maria Lima vão hoje a enterrar, às 11h00, no cemitério do Alto das Cruzes. Prestigiado instrumentista da história da Música Popular Angolana, morreu, sábado último, às 6h00 da manhã, no Hospital Militar de Luanda, vítima de doença.

Pouco conhecido do grande público, mas referenciado e prestigiado pelos seus contemporâneos da vida artística, José Maria atravessou importantes momentos da história da Música Popular Angolana, tendo integrado, como guitarra solo, os agrupamentos Ébanos, Astros e Ecos, três importantes formações musicais da época áurea dos conjuntos.
Além dos incontornáveis grupos São Salvador, Ngola Ritmos, Kiezos, Jovens do Prenda, Águias-Reais, e Merengues, a história dos conjuntos ficou marcada pelo surgimento de conjuntos de média dimensão, que acabaram por deixar os seus nomes inscritos na história discográfica da Música Popular Angolana, embora muitos deles, caso dos Ébanos, não tivessem registado em disco as suas canções.
José Maria iniciou a sua carreira musical, em 1963, no grupo infantil músico-teatral do bairro do Cruzeiro, fundado pelo senhor Mário Fortes, onde tocou puíta e ngoma. Em 1968 passou a tocar no “Luanda Folclore”, grupo músico-teatral orientado por Dionísio Rocha.
Filho de Mário Lima e de Isabel Assunção, José Maria Lima nasceu no dia 29 de Maio de 1950, em Luanda, no município das Ingombotas, na Rua do Franco. Aos quatro anos de idade passou a residir no emblemático Bairro Operário, na Rua B, casa nº 56, município do Sambizanga, facto que foi marcante para o início da sua carreira musical.

Ngola Ritmos

Movido pela esperança e por uma enorme vontade de aperfeiçoar os seus conhecimentos de guitarra, com o fito de acompanhar os intérpretes consagrados da música angolana, José Maria esteve atento aos acordes dos históricos guitarristas Nino Ndongo e José Maria, do Ngola Ritmos, e do Adolfo, irmão mais velho do guitarrista Duia. No entanto, foi decisiva, para o seu aperfeiçoamento e aprendizagem, a amizade que vem da infância, contraída com Nelson Pereira de Carvalho, também conhecido por Nelinho dos conjuntos Ébanos e Astros, seu vizinho no Bairro Operário, com quem passou longas tertúlias.

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