Harmonia das ilhas no palco da Trienal


28 de Maio, 2016

Fotografia: Arquivo | Edições Novembro

A sonoridade e a musicalidade de São Tomé e Príncipe é apresentada hoje, a partir das 20h00, no espaço da III Trienal de Luanda, pelos artistas são-tomenses Dico Mendes e Haylton Dias, num reencontro cultural com as harmonias tradicionais dos axiluanda, na voz do grupo folclórico Kituxi.

O espectáculo, que vai reviver também temas do cancioneiro popular de Angola, através do grupo folclórico Kituxi, procura ainda levar o público a uma viagem da utopia para a realidade dos dois países.
Além dos dois artistas e do grupo folclórico Kituxi, o espectáculo conta ainda com a actuação do pianista João Oliveira e o conjunto tradicional Bulawê, também de São Tomé e Príncipe. O suporte é garantido pela Banda Maravilha.
O concerto enquadra-se ainda no projecto Oficinas Criativas que a trienal em parceria com a Fundação Gleba Cultura de São Tomé e Príncipe realiza este mês. Durante três horas, o dueto Dico Mendes e Haylton Dias, juntos há mais de nove anos, João Oliveira, Kituxi e Bulawê vão dar vida a diversos ritmos que norteiam a cultura africana.
A III Trienal de Luanda teve início no passado dia 1 de Novembro de 2015 e vai até 30 de Novembro, sob o lema “Da utopia à realidade”. Segundo o patrono da fundação, Sindika Dokolo, a Trienal de Luanda é muito mais do que um espaço de arte, “é um símbolo de liberdade, um espaço para alargar o espectro do diálogo cultural”. Do tradicional à arte multimédia, a trienal é, para o seu patrono, um exercício que se contrapõe à violência, respeita a diferença, valoriza o outro, enquanto sujeito artístico.

Os artistas

Kituxi é dos poucos grupos angolanos que fazem uso de instrumentos como o ungu, pwita, dikanza e o reco-reco. Composto por cinco elementos, o conjunto foi fundado em 1980.
O pianista João Oliveira é formado em piano clássico pela Academia de Música de Luanda. No seu currículo constam actuações com os Irmãos Kafala, Banda Musical Zimbo e Avenida Connection.
A carreira de Haylton Dias  conta com cinco álbuns, entre os quais se destacam “Menino da rua” e “Mentiras”. Por sua vez, o cantor Dico Mendes começou a sua carreira aos dez anos. Actualmente trabalha na Empresa de Electricidade Industrial.
O Bulawê surge com base na dança tradicional exibida com apitos de bambu, tambores, dikanza, chocalho e ferros. O grupo é constituído por pessoas de ambos os sexos, que tocam, cantam e dançam para alegrar pequenas festas tradicionais e não só. A origem do “Bulawê” é ainda desconhecida. Há historiadores que afirmam “nascer” de ambientes festivos em que se apreciavam bulas locais. Entre os agrupamentos, destacam-se os “Angolares”.

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