Cultura

Kamba dya Muenho actua hoje na Trienal

O grupo tradicional Kamba dya Muenho é a proposta para hoje, a partir das 16h00, no projecto da III Trienal de Luanda, que visa enaltecer a música nacional, numa composição de Lutuima Sebastião (hungo, puíta e voz), Agostinho António (ngoma solo), Martinho Fernando (dikanza), Manuel Cariongo (ngoma base) e António Nunes (mukindo), que vão interpretar os temas como “Carochinha”, “Miguel” e “Wa bixila”.

Grupo Kituxi já passou pelo palco da Trienal
Fotografia: Paulino Damião| Edições Novembro

O quarto grupo tradicional actua precisamente no dia dedicado ao continente africano. A primeira passagem pela III Trienal ocorreu a 26 de Agosto de 2016, no palco “Kwanza”, no Festival Zwá | Pura Música Mangop.
O Kamba dya Muenho foi fundado em 1 de Outubro de 2000, na província de Luanda, no bairro Marçal e tem como fundador e líder Lutuima Sebastião. Desde a sua fundação, tem participado em vários eventos nacionais e internacionais. Um dos grandes feitos deste grupo foi a conquista, em 2002, do Concurso Estrelas ao Palco realizado pela Luanda Antena Comercial (LAC).
O grupo explora o cancioneiro de Luanda, Bengo e Malanje, apostando nos ritmos tradicionais destas regiões e tem os seguintes estilos: semba, kilapanga, massemba, rebita, kangoia, varina, kazukuta, rumba e bolero como géneros de eleição. “Lutar contra todas as formas de alienação musical, mantendo sempre presente e patente a nossa identificação cultural” é o lema do grupo que tem no mercado o álbum “Twabixila”, lançado em 2012.
O referido concerto enquadra-se no projecto de música tradicional que acontece todas as quintas-feiras sob a coordenação de Jorge Mulumba. Este projecto já levou ao palco do Palácio de Ferro, sede da Trienal de Luanda, os grupos Nguami Maka, Kituxi e Semba Muxima.

“O enigma” em cena


A companhia de teatro Oprimido apresenta hoje, às 20h00, a obra “O enigma” no palco “Ngola” da III Trienal de Luanda. A peça, de carácter tradicional, faz uma incursão aos hábitos e costumes que norteiam o povo bantu, apelando à valorização e à conservação destes elementos culturais.
Do género drama e escrita e dirigida por Josemar Cândido, o enredo tem como cenário o Reino do Ngongo, liderado pelo Rei Nvula Kibanga. A história começa quando o soberano se sente fragilizado para conduzir os destinos do mesmo. Tendo uma filha, procura um esposo para a mesma, mas, para tal, tem de descobrir o nome tradicional, que somente a mãe e a avó sabem.
Para a encenação da obra, Ernestina Sassembo, Filipe Manuel Jaime, Norberto António, Hilário José, Celso Gaspar, Márcio Adão, Aldina Jamba, Edvânia dos Santos, Ana Silva, Adilson Manuel, Afonso Kiluanje, Azeite Neto, Tuyoleni Manuel e Albertina Xavier formam o elenco.
A companhia de teatro Oprimido foi fundada no dia 12 de Setembro de 2006, fruto de uma formação realizada e organizada pelo Ministério da Educação e teve o apoio do Unicef-Angola. A mesma conta com 32 actores, encenadores e directores e está representada em 4 províncias, nomeadamente Luanda, Malanje, Huíla e Benguela.

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