Lançado apelo à divulgação das artes

Roque Silva |
20 de Janeiro, 2016

Fotografia: Paolo Mulaza

O secretário de Estado da Cultura exortou ontem em Luanda à conjugação de esforços das instituições públicas e privadas e dos artistas na divulgação da arte e cultura nacional, sobretudo no momento de crise financeira que o país enfrenta.

Cornélio Caley prometeu reconhecer anualmente pessoas singulares e colectivas que contribuem para o desenvolvimento da cultura, tendo referido que tal só é possível com empenho.
“A cultura nacional necessita do vosso contributo, pelo que apelamos a prosseguirem com a mesma dedicação na preservação, valorização e divulgação da cultura nacional”, disse o secretário de Estado em representação da ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, durante a entrega de Diplomas de Mérito e de Honra a entidades singulares e colectivas que contribuíram para a propagação da arte angolana, enquadrada nas actividades do Dia da Cultura Nacional, assinalado a 8 deste mês.
O governante referiu ser possível atravessar a crise financeira que o país enfrenta com sucesso, desde que os artistas criem permanentemente e haja espaços que aproveitem o seu trabalho. Segundo Cornélio Caley, o ano que se segue vai ser um grande teste para os artistas mostrarem o que valem, porquanto as dificuldades afinam o talento e a criatividade e temperam resistências contra tempestades. “Estamos num ano de dificuldades, mas será também um período de afinar o nosso talento, criatividade e temperar a resistência contra as tempestades”, ressaltou.
A promoção e o desenvolvimento da cultura de paz e da solidariedade são os novos desafios do país, afirmou o secretário de Estado da Cultura, para quem a participação de todos os agentes que envolvem a sociedade angolana na promoção dos valores culturais é fundamental. “As associações são parceiras do Ministério da Cultura e a elas são confiadas tarefas de colaborar permanentemente para definir com rigor e clareza os critérios de atribuição de recompensas”, referiu o secretário de Estado.
O Ministério da Cultura atribuiu diplomas de Mérito e um valor pecuniário de 500 mil kwanzas ao músico António Sebastião Vicente “Santocas”, ao dramaturgo e fundador do grupo carnavalesco Botafogo, Armando Correio de Azevedo, e a Pedro Domingos José Miguel “Justo”, funcionário reformado do Arquivo Histórico Nacional. Os Diplomas de Honra couberam a LS Republicano, Rádio Luanda e aos Bancos Sol e Caixa Geral Angola.

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