Luanda homenageia o samba

Roque Silva |
11 de Dezembro, 2014

O samba é homenageado segunda-feira, às 18h30, no Auditório Pepetela, no Centro Cultural Português - Instituto Camões, em Luanda, com a exibição do documentário “O Mistério do Samba” realizado por Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda.

A exibição da longa metragem em Luanda visa comemorar o Dia Nacional do Samba, que se  celebrou no dia 2 de Dezembro, data instituída em homenagem ao conceituado músico brasileiro Ary Barroso, no início da década de 1960. A data remete para o dia em que o músico mineiro visitou pela primeira vez o Estado da Baía.
O filme tem 88 minutos e foi produzida, em 2008, pela cantora brasileira  Marisa Monte, no quadro do trabalho de pesquisa que realizou em 1998, à obra musical do grupo carnavalesco Velha Guarda da Portela, para a composição do repertório e a produção do seu álbum “Tudo Azul”.
O documentário foi gravado no Rio de Janeiro e é um registo do quotidiano da agremiação de Carnaval Velha Guarda da Portela. A exibição do filme é antecedido da interpretação de sambas pelo músico Waldemar Gonga (voz e violão). O acesso é gratuito. A directora da Casa de Cultura Brasil-Angola considerou a iniciativa uma oportunidade para troca de informações e curiosidades sobre o género de música e de dança, a história dos 40 anos de existência do grupo.
Para Tessa Pisconti, o encontro vai promover a difusão do samba e aproximar ainda mais os presentes da cultura brasileira. “O propósito é transmitir a curiosidade que as pessoas têm sobre a história do samba”.
O samba é o género musical que melhor simboliza a identidade nacional brasileira. Caracteriza-se por um ritmo batucado, cujas raízes radicam no continente africano e evocam o tempo dos fluxos migratórios esclavagistas de África para a América.
Portugal também deixou a sua marca nas origens do samba brasileiro. A sua contribuição está na introdução da viola e do pandeiro no samba.
O samba urbano no Brasil remonta ao início do século XX. O primeiro registo fonográfico deve-se a Ernesto Joaquim Maria dos Santos (Donga) com o seu trabalho “Pelo Telefone”, em 1917.

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