Lulas da Paixão a favor de políticas atractivas

Manuel Albano
10 de Novembro, 2015

Fotografia: Maria Augusta

O cantor e compositor Lulas da Paixão disse, domingo, em Luanda, ser importante haver   políticas culturais mais atractivas para incentivar o surgimento de projectos artísticos. O músico fez essas declarações à margem do “Muzongué da Tradição”, espectáculo musical que decorre mensalmente no Centro Cultural e Recreativo Kilamba, no distrito do Rangel. Lulas da Paixão explicou que o aparecimento de mais espaços culturais no país, no sentido de promover e divulgar das actividades artísticas, com o foco na música, vai ajudar a massificar os ritmos musicais angolanos e descobrir novos talentos.

Preocupado com a preservação dos estilos musicais tradicionais, Lulas da Paixão considerou, ser necessário os jovens apostarem mais em canções que retratem a realidade social no país. “A música  desempenha uma função fundamental na edificação das identidades e na unidade de uma nação”.
Lulas da Paixão disse ser importante os jovens darem continuidade aos estilos musicais tradicionais angolanos. “A nova geração precisa interpretar com mais frequência músicas populares, apesar das pessoas serem livres de cantarem o que quiser. Alguns jovens, adiantou, estão a conquistar com maior frequência o mercado musical nacional, ao refazerem temas antigos. “É importante que os jovens consigam dar continuidade com inovações, mas sempre atentos as nossas raízes, de forma a preservar os ritmos característicos do país”.
Tony do Funo Filho, por seu lado,  prometeu continuar a explorar o que de melhor existe sobre a música popular e urbana, com o intuito de promover a preservar a cultura nacional. “O meu primeiro disco que deve chegar no marcado próximo ano explorou muito os ritmos tradicionais com destaque para o semba, de maneiras ajudar a preservar a cultura angolana”.
A festa do “Muzongué” abriu com os Kiezos. Tony do Fumo Filho a­companhou Lulas da Paixão. A banda Gloriosos teve o seu momento para recordar canções da época de 1970 e 1980 e acompanhou Dom Caetano e António Paulino.

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