Cultura

Maranax canta esta noite na Trienal

O cantor e compositor André Manuel “Maranax” actua amanhã, às 20h00, no palco  Ngola do Palácio de Ferro, sede da III Trienal de Luanda, com um reportório do qual constam temas de Artur Nunes, Artur Adriano, Tony do Fumo, Sofia Rosa, Óscar Neves e os da sua autoria.

Músico vai interpretar temas de vários artistas
Fotografia: Domingos Cadência|Edições Novembro


À Maranax (voz e guitarra ritmo), vão  juntar-se Lucas Miguel (voz e guitarra solo), José Nzunza (voz e contra ritmo), Namanga de Deus (voz e teclado), Matias dos Santos(guitarra baixo), José Frederico (bateria), Simão Kitoco (congas), Suzana Gama e Maura Cravide (coro).
Maranax fez parte, em 1980, do período áureo dos cantores infantis da Rádio Nacional de Angola (RNA), época em que ficaram conhecidas as canções “Macaco Roeu a Corda”, “Futuro da Nação”, “Carrossel” e outras. O contacto com a música começa no Huambo, em 1977, na banda infantil da Organização dos Pioneiros Angolanos (OPA) e subiu ao palco pela primeira vez, em 1983, quando venceu o concurso “Piô piô” da RNA, aos 13 anos.
Em 1994 gravou o sucesso “Amélia fofoqueira”, tema que veio a ser regravado, no CD “Marútcha”, editado em 2011. Neste álbum encontramos “Titia Nginga”, “Estou cansado”, “Marútcha do Marana”, “Maldade há pra burro”, “A farra do assobio”, “Fofazuda”, “Pobre coração”, e “Optimista” tema que contou com a participação de Mamborro. Refira-se que Maranax actuou no dia 30 de Janeiro de 2016 na Trienal de Luanda com a  Banda Ocasião.

Filme sobre khoisans

Um documentário, da realizadora Marisol Kadiegi, que revela o quotidiano de um dos mais antigos grupos étnicos a habitar o continente berço, é exibido amanhã, às 20h00, na tela da III Trienal de Luanda.
Considerado como um dos povos mais antigos do continente, os khoisans, também conhecidos como bosquímanos ou sekele, habitam no sudoeste de África.
Em Angola, especificamente, encontram-se localizados a sul do país, ocupando as províncias do Cunene e da Huíla. Estes nómadas andam longas distâncias em busca de água, permanecendo por um determinado período de tempo, mas nunca para sempre. Esses e outros hábitos e costumes são retratados neste documentário de 50 minutos, realizado por Marisol Kadiegi e produzido pela Televisão Pública de Angola.
A documentarista, natural da província do Cuanza Norte, é licenciada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pelo Instituto Educacional Superior de Brasília, no Brasil, e pós-graduada em História Cultural, Identidade, Tradição e Fronteiras, pela Faculdade de História da Universidade de Brasília. Realizadora na Televisão Pública de Angola (TPA), Marisol é, também, docente universitária na Universidade Independente de Angola.
“Carnaval - 30 anos de liberdade”, “Zungueira - a força que nunca cansa”, “Xinguilamento - a força dos ancestrais”, “Entre o rosto e o rasto na alma dos khoisans do Cunene”, “Valeu”, “Nós somos - trajectória de uma nação”, “A vida no planeta”, “7MNA (7 maravilhas Naturais de Angola)” e “Angola hoje” são alguns dos trabalhos realizados e co-realizados por Marisol Kadiegi, produzidos e exibidos pela Televisão Pública de Angola.

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