Cultura

Ministério da Cultura apresenta condolências

A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, destacou Zé Keno, como um guitarrista de mãos cheias, que “imortalizou” o agrupamento Os Jovens do Prenda ao longo dos anos 70 e 80. A sua morte, sexta-feira, dia 4, na África do Sul, vítima de doença, deixa um vazio insuperável na classe artística.

Exímio guitarrista e co-fundador dos Jovens do Prenda
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

Numa nota de condolências, disse que Zé Keno marcou uma época com a produção de grandes referências musicais no mercado da Música Popular Angolana, entre as quais se destacam “Patos Fora”, “Filho Doente”, “Pangue Yami”, “ Por do Sol”, “Hukeba”, “Mama”, “Desespero” e “Nova Cooperação”.
A governante angolana sublinhou ainda que ao longo dos anos de carreira, Zé Keno não só se destacou como líder dos Jovens do Prenda ,como também foi um transmissor e defensor da música angolana, procurando, desta forma, manter bem viva as raízes musicais angolanas, com a passagem de conhecimentos as mais novas gerações.
Nascido em Malanje, a 15 de Dezembro de 1950, Zé Keno foi o principal protagonista da trajectória dos Jovens do Prenda, que liderou com invulgar mestria, quatro gerações, tendo iniciado, oficialmente a carreira musical, ao fundar o conjunto, em 1968, juntamente com Chico Montenegro, Didi da Mãe Preta, Tony do Fumo, Augusto Chacaya, tendo ainda como co-fundadores Kangongo, Mingo e Verry Inácio.
Nesta hora de dor, a Ministra da Cultura endereça à família enlutada os mais sentidos sentimentos de pesar.
Entre os “génios” da guitarra que o país já viu passar, Zé Keno é um dos nomes inesquecíveis. O seu trabalho ficou “estampado” em obras discográficas de músicos de várias gerações e os seus ritmos “inundaram” salões.
A sua morte, na África do Sul, deixa um vazio insuperável na classe artística. Por seu turno, os colegas têm manifestado sentimentos de pesar junto da família do malogrado.

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