Cultura

Morte do músico Lindo da Popa deixa desolada classe artística

Manuel Albano |

A morte na manha de ontem, em Londres, do músico Lindo da Popa, um dos fundadores da Escola de Semba e do Fo­go Negro, deixou constrangido, Massano Júnior, que dividiu com o mesmo, vários mo­mentos no agrupamento África Show.

Massano Júnior lamentou profundamente o ocorrido
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

Em reacções sobre a sua morte, Massano Júnior re­cordou que Lindo da Popa, foi das poucas personalidades e figuras ligadas ao mun­do artístico nacional, que muito contribuiu para a afirmação da cultura angolana, através da Escola de Sem­ba e do Fogo Negro.
Embora ter estado sempre a procura de melhores condições, onde alternava a sua vivência entre o país e o es­trangeiro, fundamentalmente em Portugal e Inglaterra, este último, onde viveu  os seus últimos dias, Massano Júnior lamentou profundamente o ocorrido.
Massano Júnior considerou Lindo Popa como “um dos mais bangões” da década de 60, por ter um estilo próprio de se apresentar, tanto em palco, como na relação com os colegas de profissão. “O mercado angolano fica mais fragilizado e empobrecido. Estamos a perder as nossas principais referências”.
O músico assegurou que Lindo da Popa foi dos “não paraquedistas”, no mercado musical angolano, que deve merecer todo o reconhecimento dos angolanos pelo seu contributo, no desenvolvimento, afirmação e promoção da cultura nacional no estrangeiro.
Destacado como homem de cultura, que ao lado de Mário Clinton, Kituxi, Cirineu Bastos, Manuel Fontes Pereira e Massano Júnior fundaram a Escola de Semba e do Fogo Negro, para o músico Dionísio Rocha o país vê partir uma das figuras mais emblemáticas e importantes da música angolana.
O desaparecimento da Escola de Semba, disse Dionísio Rocha, era por transmitir mensagens  políticas nas manifestações artísticas que desenvolviam, fundamentalmente nos desfiles carnavalescos na capital.

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