Cultura

Músico Nucho defende mais criações artísticas

Manuel Albano |

A importância da afirmação dos estilos e tendências musicais, por forma a trazer inovações no mercado musical, fundamentalmente no estrangeiro, deve continuar a ser o foco dos criadores nacionais, afirmou, em Luanda, o músico Nucho.

Novo videoclip do músico foi lançado esta semana
Fotografia: Edições Novembro

Em declarações ao Jornal de Angola sobre a estreia, segunda-feira, no canal televisivo Afro Music e nas suas páginas oficiais do facebook e youtube do mais recente videoclip denominado “Astronauta”, do primeiro disco “Sou (L) Rap”, o músico manifesta-se convicto de que uma maior produção musical por parte da classe artística nacional ajuda a promover com grande eficácia as marcas da nossa identidade pelo mundo afora.
Desta forma, adianta o artista, amortecemos os efeitos do ambiente de aculturação que nos vão afectando, alguns nocivos, da própria globalização, onde os mais fortes sobrepõem-se aos demais.
Nucho pretende ver o semba, kizomba, kuduro e outros estilos tradicionais a consolidarem-se como “fortes marcas angolanas”, não apenas entre os angolanos que vivem em Angola mas também dos que estão na diáspora.
À semelhança do que acontece com o rap nos Estados Unidos e o samba no Brasil, o mesmo pode ocorrer com os nossos ritmos nacionais, caso haja, de acordo com o músico, uma aposta forte na divulgação do mosaico cultural angolano.
Devemos, pois, prosseguir com os esforços tendentes a criar, fortalecer e promover  as nossas próprias tendências, por forma a não sermos apenas “seguidores da cultura alheia”.
Alguns géneros da nossa música, por se tornarem já muito bem referenciados internacionalmente, Nucho assegura que os mesmos “precisam apenas de ser consolidados como produtos nacionais”, como acontece em alguns estilos, particularmente da República Democrática do Congo, Nigéria e África do Sul.

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