Novo álbum de Björk à venda no iTunes


24 de Janeiro, 2015

Fotografia: Divulgação

O novo álbum da cantora islandesa Bilro, “Vulnicura”, está à venda no iTunes, desde ontem, depois de ter sido colocado esta semana na Internet, por hackers, apesar de o seu lançamento em CD e vinil continuar marcado para Março.

A própria cantora comunicou ontem a decisão nas redes sociais, nas suas contas oficiais do Facebook, Twitter e Instagram.
A artista disse que tomou a decisão após o CD ir parar ilegalmente à Internet.
Em Dezembro aconteceu algo semelhante com Madonna. Na altura a cantora viu uma série de canções não finalizadas do seu novo álbum, previsto para Março, irem parar à Internet. Como resposta colocou seis canções oficiais à venda referentes o novo CD, “Rebel Heart”, argumentando que preferia apresentar as versões definitivas. A artista anunciou a sua indignação com palavras muito incisivas, falando de “uma violação artística” e de “uma forma de terrorismo” contra o processo criativo.
Ao contrário do que até agora tem sido a norma, no caso dos discos que acabam a circular na Internet antes da data oficial de edição, estes dois casos parecem conter contornos novos. Por norma, explicam os especialistas, os discos acabam a circular ilegalmente na Internet apenas semanas antes e não com tanto tempo de antecedência, devendo-se a descuidos durante o processo de gravação ou a responsabilidades atribuídas a pessoas envolvidas no procedimento de feitura ou de divulgação – de engenheiros de som a jornalistas.
Em Dezembro, Madonna dizia que tinham entrado directamente no seu computador, atribuindo a responsabilidade a um ataque informático de um hacker ou um grupo de hackers, sendo até estabelecidos pontos de contacto entre o sucedido e os também recentes ataques informáticos à Sony Pictures ou aos iPhones de celebridades. Uma outra visão dos especialistas sustenta que alguns destes alegados ataques informáticos são, afinal, formas de os próprios artistas fazerem recair sobre si as atenções. Em algumas situações pode ser verdade. Noutros, nitidamente, não o é.
Ontem, surgiram notícias a partir de Israel, que dão conta da detenção de um homem suspeito de ter perpetrado ataques informáticos em vários computadores de músicos ao longo dos últimos meses. A investigação foi desencadeada depois de uma queixa apresentada por um representante de Madonna.
No caso de Björk não se sabe, para já, o que aconteceu. No momento a cantora está interessada que as atenções não se desviem da sua actividade artística. No Facebook limitou-se a agradecer aos admiradores que mantêm interesse pelo seu trabalho, ao mesmo tempo explicou como foi o processo de criação, das primeiras composições à mistura final, das nove canções que compõem o disco. 
Para além de Arca participam no álbum o inglês The Haxan Cloak e Antony, que canta em “Atom dance”. Este ano Björk está envolvida em várias acções, como uma retrospectiva no Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova Iorque, um livro e uma digressão internacional, com vários concertos já marcados. O último álbum da islandesa, “Biophilia”, foi lançado em 2011.

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