Novos CD do “rei” são uma hipótese


28 de Junho, 2014

Fotografia: DR

O segundo álbum póstumo do “rei da pop”, “Xscape”, é, de acordo com os detentores da sua herança, a ponta do iceberg de uma mão-cheia de novidades, de onde ainda podem vir a surgir outros oitos discos.

A informação foi dada pelos responsáveis do seu espólio, cinco anos após a sua morte e numa altura em que as estatísticas mostram que os inéditos de Michael Jackson são um sucesso mundial, com os discos a entrarem ao top 10 de vendas em 30 países.

O mês do luto

Os fãs de Michael Jackson visitaram, quarta-feira, o túmulo do seu ídolo para lembrar o quinto aniversário da sua morte, que não impediu a fortuna do “rei da Pop" de crescer.
Antes da sua morte, no dia 25 de Junho de 2009, o cantor estava a lutar para evitar a falência, imerso nos ensaios da digressão “This Is It" que iria ajudar nas suas economias.
Mas depois de cinco anos, a empresa Michael Jackson Estatek, que administra os bens do célebre cantor em nome da sua mãe e os três filhos, conseguiu obter mais de 700 milhões dólares em receitas.
“Michael Jackson está a fazer mais dinheiro agora, cinco anos depois da sua morte, do que no início da sua carreira", conta à AFP Zach Greenburg, autor do livro “Michael Jackson Inc.".

Dívidas e julgamentos

As finanças de Michael Jackson foram reestruturadas e os seus dedicados fãs ainda o idolatram, mas estes cinco anos têm sido uma provação para a sua família, que teve de superar a perda do artista e já abriu dois processos judiciais para averiguar a sua morte súbita.
O primeiro foi o processo criminal contra o Dr. Conrad Murray, que administrou uma dose letal de propofol em Michael Jackson como tratamento para a insónia sofrida pelo artista.
O médico Conrad Murray foi condenado em 2011 a quatro anos de prisão por homicídio culposo, mas saiu em Outubro, por bom comportamento.
Em 2013 aconteceu o julgamento civil que Katherine Jackom, a matriarca do clã Jackson, empreendeu contra a promotora AEG Live, com quem o artista queria fazer a digressão  mundial, que ela acusou de negligência por contratar os serviços de Conrad Murray. A justiça declarou o médico competente e isentou a promotora de responsabilidade.
Após a morte do “rei", os testamentários da obra do cantor, John Branca e John McClain, começaram a trabalhar para que a empresa voltasse a gerar lucros e superar as enormes dívidas que Jackson tinha acumulado ao longo dos últimos cinco anos da sua vida.
No auge da sua carreira artística, o “rei da Pop" ganhava 100 milhões de dólares por ano graças a álbuns como “Thriller", lançado em 1982. Além disso, em 1985, ganhou os direitos sobre as canções dos Beatles, um investimento que está actualmente avaliado em mil milhões de dólares.
Mas as acusações de pedofilia que enfrentou pôs fim a uma era de ouro. Michael Jackson foi morar por um tempo no Bahrein e pretendia, na altura, vender a sua fazenda Neverland. Nos seus últimos anos de vida, os seus gastos não pararam de aumentar, assim como os empréstimos, importantes para pagar as dívidas que rondavam os 500 milhões dólares.

De volta aos palcos

Pouco depois da sua morte, uma das primeiras iniciativas da empresa Michael Jackson Estate foi lançar “This is it", um filme com as imagens dos últimos ensaios da digressão que arrecadou 200 milhões de dólares em todo o mundo. Além disso, a Sony e os seus advogados assinaram um acordo de 200 milhões de dólares, de acordo com o “Wall Street Journal", para realizar sete álbuns em dez anos. Vários contratos também foram assinados com o Cirque du Soleil para o espectáculo “Michael Jackson The Immortal World Tour" e um outro permanente “Michael Jackson One", no casino Mandalay Bay, em Las Vegas.
Michael Jackson voltou aos palcos no mês passado como um holograma durante a entrega dos Billboard Awards, em Las Vegas. Ele cantou “Slave to the rhythm", uma canção gravada em 1991 e pertencente ao álbum “Xscape", lançado em maio. Quatro anos atrás, foi lançado “Michael".
Para Zach Greenburg, a renda obtida com o cantor não tem precedentes. “Se você olhar para os números, eles ultrapassaram os 700 milhões de dólares em cinco anos. Durante este tempo, nenhum artista vivo poderia arrecadar essas receitas", disse à AFP.
“Independentemente de onde descansa o espírito do 'rei da Pop’, uma coisa é certa: a empresa Michael Jackson Inc. está viva e bem", disse o autor norte-americano no seu livro.

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