Ombembwa preserva a tradição

Manuel Albano|
19 de Novembro, 2014

Fotografia: Paulino Damião

O responsável do grupo de dança tradicional Ombembwa, da província do Cunene, está preocupado com o desaparecimento gradual de alguns hábitos e costumes da tradição dos nyanekahumbi.

Em declarações ao Jornal de Angola, Tchicusso Pedro disse estar descontente com o ausência da dança tradicional “engolo” das cerimónias festivas dos grupos da região.
O grupo, constituído por 30 elementos, tem encenadaa coreografia da dança “ondjando”, que se usa na cerimónia da circuncisão. “A cerimónia da circuncisão está a perder valorpor causa da medicina moderna, que oferece maior segurança. Mas esta é uma dança exibida em momentos especiais”, diz Tchicusso Pedro.
A dança “ovissunngo”, característica da festa de puberdade “efico”, que faz parte da tradição dos nyanekahumbi, também merece atenção e valorização do grupo, por representar a culturaangolana.
De acordo com o responsável do grupo Ombembwa,as danças tradicionais devem continuar a ser divulgadas entre as comunidades, por forma a passarem para as novas gerações. “Vamos continuar a ajudar a promover a cultura do nosso país, através das nossas actividades culturais”, garantiu.
O grupo de dança, referiu Tchicusso Pedro, vive problemas financeiros que atrasam o trabalho de pesquisa para o enriquecimento do seu repertório.“Queremos lançar um disco, mas temos dificuldade em encontrar patrocínio”, precisou Tchicusso Pedro. O Governo Provincial do Cunene tem ajudado os grupos locais, mas Tchicusso Pedro considera que é preciso um maior envolvimento do empresariado: “precisamos, também, de panos e missangas, para renovarmos a indumentária, e transporte para nos deslocarmos aos municípios, onde pretendemos fazer pesquisas e actuações”.
O grupo de dança tradicional Ombembwa, do Cunene, fundado a 11 de Novembro de 1992, foi vencedor do Prémio Nacional de Cultura e Arte, na disciplina de dança, em 2012.
O grupo participou em vários espectáculos em Angola e no estrangeiro. Em 2009 actuou no Orange Mundo, na Namíbia, e no ano seguinte na festa nacional do Dia da África.

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