Os Kiezos homenageados no Lobito


5 de Junho, 2015

Fotografia: Kindala Manuel

O agrupamento musical Os Kiezos vai ser homenageado neste domingo, na cidade do Lobito, pela Casa Rosa-Promoções, no âmbito das comemorações do 50º aniversário da sua fundação.

Gegé Faria, responsável daquela formação artística, disse que a homenagem compreende uma actividade em que o agrupamento vai ser agraciado com certificado, assim como vai servir de base de acompanhamento instrumental de 12 artistas saídos de Luanda e  outros tantos de Benguela.
O também guitarra ritmo do grupo avançou que para saudar os 50 anos de existência do conjunto, estão a preparar o lançamento de um single com cinco temas, sendo três inéditas e duas novas roupagens, e um DVD, que vai comportar filmagens de shows ao vivo da banda, e entrevistas desde 1975 até à actualidade.
Participações no programa Mussongué da Tradição, do Centro Recreativo e Cultural Kilamba, no Centro Turístico Cultural Golungo Alto e no antigo Salão Giro-Giro fazem também parte das actividades inseridas nas comemorações do aniversário da agremiação.
Ainda no quadro da efeméride dos Kiezos, informou, o conjunto tem garantida a intervenção no espectáculo mensal Show do Mês, de Agosto, um projecto da Agência Nova Energia.
O conjunto Kiezos foi formado nos anos 1960 por cinco jovens no bairro Marçal, em Luanda, que inicialmente animava festas no bairro.
O nome Kiezos, corruptela da palavra kiezu, em kimbundu,  foi atribuído numa dessas festas, em 25 de Novembro de 1965. Durante a exibição do grupo, nuvens de poeira eram levantadas no quintal, consequência da frenética animação dos dançarinos, situação que provocou a associação do efeito originado pelo pó, à varredura de uma vassoura, pelo que o grupo passou a chamar-se Kiezos. O período áureo dos Kiezos situa-se nos anos 70 com o vocalista Vate Costa com quem produziu e gravou os temas “Za Boba”, “Muá Pangu”, e “Milhorró”. Nos anos 80 com o cantor Tony do Fumo o conjunto ganha notoriedade com as canções “Nguami Ku Soba”, “Kiezu jabu”, “Monami Messene” e outras, e na década de 90 do século passado com o cançonetista Zecax atinge o apogeu com temas de antologia como “Maximbombo”, “Chapada” e “Boleia”.

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