Rapper Nga provoca alvoroço no Festi-Uíge

José Bule | Uíge
10 de Julho, 2014

Fotografia: Domingos Nicolau | Uíge

O rapper Nga, nome artístico de Edson Silva, autor de sucessos como “Qual é o mambo”, encerrou na madrugada de terça-feira de forma triunfal o espectáculo das multidões denominado Festi-Uíge 2014, na Praça da Independência, em saudação aos 97 anos da fundação da cidade.

A residir actualmente em Portugal, o músico, considerado o “rei da Linha de Sintra" (arredores de Lisboa), levou o público ao rubro quando interpretou alguns temas dos seus dois primeiros álbuns, “Filho das ruas” e “King”. A interpretação do tema “Qual é o mambo”, muito conhecido e apreciado pelos uigenses, provocou alvoroço no local.
O músico Papá Tcherry também encantou a assistência e deu uma outra dinâmica ao espectáculo, ao cantar temas em estilos diferentes predominante dos Congos. Negrão fechou o desfile da prata da casa.
Kiaco Kiadafi brilhou e foi muito aplaudido. Eva Rap Diva fez um freestyle (estilo livre) e convenceu os milhares de pessoas que assistiram ao espectáculo. A cantora Yola Araújo não deixou os seus créditos em mãos alheias e desafiou a plateia a dançar e cantar os seus novos e antigos sucessos, bastante conhecidos. O público vibrou mais quando ela cantou “Página Virada” e “Bip bip”.
Ary arrasou no Festi-Uíge no palco da Praça da Independência. Querida por muitos e amada por todos, a artista esteve simplesmente fenomenal. “Escangalha", “Pelo menos 50" e “Mama" levaram o público ao delírio. O público agitou os braços de um lado durante toda a actuação de Ary.
Yannick Afro Man desestabilizou a plateia que parecia ainda muito civilizada até momentos antes do artista e bailarinos subirem ao palco, para cantar e coreografarem “Barriga grande”, “Corno” e “Pode ir”, do seu mais recente disco.
O público ainda agitava as camisolas e chapéus no ar quando Socorro ajudou a sacudir a poeira do chão da Praça da Independência. Nem o lançamento do fogo-de-artifício foi suficientemente forte para abafar a voz do povo do Uíge, que acompanhava o cantor do princípio ao fim, em todas as canções que interpretou.
A comemorar 21 anos de carreira, Yuri da Cunha, acompanhado pela sua banda, obrigou a multidão a cantar com ele o Hino Nacional. Palmas e assobios não faltaram durante e depois da actuação do artista.
Na recta final do espectáculo, W King, adorado pela população do Uíge, retribuiu o carinho com uma excelente actuação. Na abertura do espectáculo actuaram os músicos Lolo Micael, Militante Lógico, Congo Dya Ntotila, Irmãos Nzage, B-Strong, Sozmi e o kudururista Rey Loy. O espectáculo foi organizado pela LS Republicano.

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