Ritmos de Cabo Verde nas noites da capital


11 de Maio, 2016

Fotografia: Reuters

O talento e a voz de Elida Almeida, um dos jovens talentos da música de Cabo Verde, são apresentados dia 28, às 21h30, no Miami Beach, em Luanda, pela primeira vez, ao público angolano, num espectáculo realizado pela Alliance Française.

O concerto, que tem entrada gratuíta, é realizado no âmbito da digressão da cantora por vários países de África. Depois de actuar em Luanda, a artista segue para Addis-Abeba, Etiópia.
A cantora, considerada uma das novas revelações de Cabo Verde, foi a vencedora do concurso de música “Prix Découverte RFI 2015” (Prémio Descoberta Radio France International) e é autora de temas muito aplaudidos pela crítica musical internacional pela sua construção rítmica e mensagem.
O concerto tem ainda o apoio das Embaixadas de França e Cabo Verde em Angola, da UNESCO, do Instituto  Francês, da Air France e da empresa Total.
A vinda de Elida Almeida para o país representa também, para a Alliance Française de Luanda, a possibilidade dos músicos angolanos participarem no Prémio Descoberta RFI 2016, cujas candidaturas já estão abertas.
O vencedor ganha dez mil euros, a oportunidade de realizar um concerto em Paris e uma digressão por África. O concurso, já na sua 36.ª edição, destina-se a todos os artistas ou bandas musicais profissionais de África, Oceano Índico e Caraíbas. Os artistas interessados têm até o dia 1 de Julho para enviarem as suas candidaturas.
Desde 1981, o Prix Découvertes RFI valoriza os novos talentos musicais do continente africano. Ao longo dos anos, este prémio contribuiu para o lançamento de muitos artistas que conquistaram desde então um público internacional, como Tiken Jah Fakoly (Costa do Marfim), Amadou et Mariam (Mali), Rokia Traoré (Mali) e Didier Awadi (Senegal).
Elida Almeida, conhecida principalmente pela música “Nha Konsigui”, que é parte da banda sonora da telenovela “A única Mulher”, foi descoberta por José da Silva, produtor de grandes talentos africanos como Cesária Évora, Bonga, Lura, Tcheka e Boubacar Traore.
Com 23 anos de idade, Elida Almeida, a nativa da Ilha de Santiago quebrou a maldição de uma infância difícil num álbum feito pelos ritmos da morna, batuque, funaná e das melodias folk e blues.
O seu primeiro álbum, “Ôra doci, ora margos”, composto por 12 faixas, foi lançado em finais de 2014 e conta com o arranjo musical de Hernâni Almeida. Elida compôs a letra e a música da maioria das canções deste primeiro registo. O CD responde às inspirações e aos sonhos de uma juventude cabo-verdiana que deseja sair do seu isolamento e apropriar-se do mundo.
Para os críticos, Elida Almeida é um caso raro no mundo da música, já que logo no seu primeiro disco arriscou-se ao apresentar um repertório em que nove das 12 músicas eram da sua autoria. “Uma ousadia cujos bons frutos está a colher agora”, concorda a maioria dos especialistas em música de Cabo Verde.

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