Sam Smith é o grande vencedor dos Grammy


12 de Fevereiro, 2015

Fotografia: Reuters

O britânico Sam Smith encheu de sensibilidade a 57ª edição dos Grammy, os prémios mais relevantes da indústria musical, conquistando quatro, incluindo o de Melhor Canção e Melhor Gravação do ano, embora Beck tenha “roubado a cena” com o título de Melhor Álbum do ano.


“É a melhor noite da minha vida”, afirmou emocionado o londrino de 22 anos sobre o palco do “Staples Center” de Los Angeles (Califórnia).
“Quero agradecer à pessoa pela qual me apaixonei. Obrigado por me partir o coração no ano passado porque deu-me quatro Grammys”, acrescentou o artista, em alusão ao homem que inspirou a sua célebre canção “Stay With Me”.
Smith foi o rei da festa com os seus troféus de Melhor Artista Revelação, Melhor Canção do ano, Melhor Gravação do ano (ambos por “Stay With Me”) e Melhor álbum pop vogal, por “IntheLonely Hour”.
Também saíram vitoriosos Beyoncé e Pharrell Williams, com três troféus cada um.A diva texana ganhou o prémio de Melhor Actuação R&B e de Melhor Canção de R&B, ambos por “DrunkinLove”, e Melhor Som Sourroundnum álbum (“Beyoncé”), enquanto Williams venceu os prémios nas categorias de Melhor Actuação Pop Individual, Vídeo (ambas por “Happy”) e Álbum Urbano Contemporâneo (“Girl”).
A grande surpresa foi o sucesso de Beck, vencedor inesperado na principal categoria, a de Melhor Álbum do Ano, com “Morning Phase”, um trabalho que também lhe deu a vitória como Melhor Disco de Rock. “Fizemos este disco em minha casa, principalmente. Por isso, queria agradecer aos meus filhos por permanecerem acordados mais tempo do que o habitual”, disse o californiano  Beck de 44 anos.
Foi tão inesperada a sua nomeação que Kanye West, em tom de piada, ameaçou subir ao palco em sinal de protesto, como fez com Taylor Swift na festa dos Vídeo Music Awards da MTV em 2009.
A festa, que durou mais de três horas e meia, contou com 23 actuações e 26 canções a cargo de artistas de primeira linha.
A noite começou com a entrada no palco de AC/DC (“Rock or Burst” e “Highway to Hell”) na sua primeira aparição nos Grammy em 32 anos, com o seu antigo baterista Chris Slade de novo na banda e o público exibindo os seus famosos chifres vermelhos.
Em seguida, foi a vez de Ariana Grande (“Just a Little Bit of Your Heart”), Tom Jones e Jessie J (“You’ve Lost ThatLovin’Feelin”), Miranda Lambert (“Little Rede Wagon”), Kanye West (“Only One”), Madonna (“Living for Love”), EdSheeran (“Thinking OutLoud”), JeffLynne’s ELO (“Evil Woman” e “Mr. BlueSky”) e Adam Levine e Gwen Stefani (“MyHeartis Open”).
Depois, Hozier e Annie Lennox (“Take Me to Church” e “I Put a Spell on You”), Pharrell Williams (“Happy”), Katy Perry (“By the Grace of God”), Tony Bennett e Lady Gaga (“Cheek to Cheek”), Usher (“If it’s Magic”), Eric Church (“Give Me Back My Hometown”), Brandy Clark e Dwight Yoakam (“Hold My Hand”) e o trio formado por Rihanna, Kanye West e Paul McCartney (“FourFive Seconds”).
Por último, apareceram Sam Smith e Mary J. Blige (“Stay With Me”), Juanes (em espanhol, com “Juntos”), Sia (“Chandelier”), Beck e Chris Martin (“Heartis a Drum”), Beyoncé (“Precious Lorde, Take My Hand”) e, por último, John Legend e Common (“Glory”).
Os primeiros Grammys começaram a ser entregues mais cedo, quando foram anunciados os vencedores nas categorias secundárias, que não entraram na transmissão em directo pela televisão.
O brasileiro Sérgio Mendes, que concorria com o disco “Magic” na categoria de Melhor Álbum de World Music, acabou por perder contra a beninense Angelique Kidjo, pelo seu trabalho em “Eve”.
A cerimónia, apresentada pelo rapper LL Cool J, deixou na lembrança uma espectacular cenografia a cargo da cantora  norte-americana Madonna, incrivelmente ágil aos 56 anos, e os discursos de Prince (“os discos ainda importam, como os livros e as vidas dos afro-americanos”) e do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que apareceu num vídeo gravado, enviando uma mensagem contra a violência doméstica: “Não é nada bom e deve acabar”, disse.
“Está em nós, em todos nós, criar uma cultura onde a violência não seja tolerada”.

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