Single de Vivalda Dula à venda na Internet

António Bequengue |
16 de Janeiro, 2016

Fotografia: Marcelo Vilches-Robert

O  mais recente single da cantora Vivalda Dula,  “Je t’aime”, que conta com a colaboração do mestre do “ngoni”, o maliano Cheick Hamala Diabaté, está disponível a partir de hoje nas maiores lojas de distribuição on line como iTunes, Amazon e Spotify.

No single a cantora  apresenta o sabor de duas culturas diferentes, numa simbiose harmónica que é transmitida pela presença lusa, na voz de Vivalda, e francófona, com o ngoni, instrumento tradicional do Mali, tocado por Cheicke Hamala.
A canção foi escrita e composta por Vivalda Dula, que também assume a co-produção, e tem a produção de Dr. MV-Robert. A canção é possível ouvir-se, segundo a autora ao Jornal de Angola, diversas línguas dentre elas o mandingue, quimbundo, português e francês, tendo sido gravada e misturada em  Washington DC e Houston, nos Estados Unidos.
“Esperamos que o single tenha uma excelente receptividade nos variados mercados desde o luso até ao francófono”, disse Vivalda, tendo acrescentado que “Je t’aime”, é uma canção de amor que conta a história de um homem que deixa o seu país em busca de melhores condições de vida e que as varias adversidades que encontra o fazem pensar continuamente no seu amor que deixara na sua terra natal. “Então, escreve uma carta de amor e esperança que a sua amada o responde comoventemente”.
O single foi gravado com a banda de Cheick Hamala Diabaté e o guitarrista de Vivalda Dula. Os instrumentos usados foram para além das vozes, guitarra, o talking drum, ngoni (instrumento tradicional do Mali),  baixo, bateria, calabash, dikanza, chocalhos e djembé.
O produtor, MV-Robert, disse que “Je t’aime” é uma proposta fresca, inovadora, madura e uma excelente experiência musical para Vivalda que viaja numa poesia musical-intectual, a trabalhar com um dos africanos mais reconhecidos nos Estados Unidos e dos poucos africanos que já foi nomeado para Grammy.
“Esta parceria musical surgiu de uma conversa amigável dias depois de serem apresentados por Gil Inglês, um amigo comum e produtor musical, apresentador de televisão e vencedor de vários prémios que já trabalhou com músicos angolanos como Paul G e Anselmo Ralph”, frisou o produtor MV-Robert.
Sobre esta parceria, Vivalda refere que continua a levar a música angolana pelo mundo e “é uma missão pela qual continuo a lutar para ajudar na salvaguarda e diversidade da nossa cultura, música e arte de raiz. Angola possui vários  grupos etnolinguísticos e uma diversidade cultural sem igual, onde cada província é uma relíquia musical e cultural estupenda, mas ainda assim não vemos ou ouvimos música angolana nos considerados melhores festivais de música do mundo”.
A cantora diz que o país não pode   depender sempre de Bonga e Waldemar Bastos para representar a diversidade e o nosso “world music” na diáspora. “Os músicos não podem fazê-lo por si só. Portanto precisamos de apoios do Governo, através do Ministério da Cultura, da Lei de Mecenato, a partir das nossas representações diplomáticas e de todos os outros mecanismos que possam contribuir activamente para a divulgação da nossa Cultura”.
Vivalda Dula encontra-se actualmente em Santiago do Chile, onde amanhã começa uma digressão pela América Latina, com a participação no  XV Festival Musical Del Mundo e outras iniciativas privadas. A digressão estende-se até Março e contempla espectáculos na Argentina, Equador e Portugal.
A residir nos Estados Unidos há quatro anos, Vivalda Dula abandonou a dança afrocontemporânea, em 2006, e iniciou-se no mundo da música com o seu primeiro musical afrocontemporâneo “MujíTu”.

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