Tributo a Zé Keno e ao mestre Marito

Francisco Pedro |
19 de Junho, 2016

Fotografia: Paulo Mulaza

Os guitarristas Marito e Zé Keno são homenageados hoje, às 10 horas, no Palácio de Ferro, pela III Trienal de Luanda, com transmissão em directo pela emissora radiofónica MFM (91.7), através do programa “Os Kambas”.

Marito e Zé Keno são duas figuras de referência na história da Música Popular Angolana, pelas suas contribuições às produções musicais mais emblemáticas, quer dos Kiezos, quer dos Jovens do Prenda.
De acordo com uma nota de imprensa da III Trienal de Luanda, a homenagem insere-se no quadro da valorização dos artistas angolanos, que consiste em prestar tributo a figuras que, incansavelmente, contribuíram e contribuem para expansão da cultura angolana, sem medir esforços. Os homenageados, considerados génios da guitarra angolana,vão receber uma Bolsa Criativa, durante a vigência da III Trienal de Luanda, a 30 de Novembro. A actividade, que termina às 16 horas, vai contar com a presença de familiares de Marito e  de Zé Keno, respectivamente, além de artistas e bandas convidados a animar o encontro, dentre as quais Os Kiezos, Os Gloriosos do Prenda e Welwitcha.
A III Trienal de Luanda convidou, também, historiadores e admiradores dos guitarristas homenageados, que têm acompanhado a carreira de Marito e de Zé Keno, que despontaram entre as décadas de 60 e 70.
Parte da estética melódica de grandes êxitos da música angolana, como “Milhorró”, “Princesa Rita”, “Rumba 70” e “Semba Popular”, recai para os atributos de Marito de Arcanjo Júnior, mais conhecido por Marito.
Zé Keno é uma das referências da música angolana, desde 1969. Além dos Jovens do Prenda, teve uma passagem pelo conjunto Águias Reais e África Show e contribuiu para grande parte dos sucessos dos Merengues, sendo um exímio executante de composições referenciais da música popular e talentoso  numa improvisação próxima ao estilo jazz. O instrumentista contribuiu para a estética de trabalhos de compositores da primeira geração, dentre as quais “Ji Henda Já Mamã”, de António Paulino, “Monami Uejia”, de Cirus Cordeiro da Mata, “Mutudi ua Ufolo”, de David Zé, “Independência”, de Teta Lando, e “Bartolomeu”, de Prado Paim.

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